sábado, 21 de maio de 2022

Museu da Vida, novo parceiro do CEMUC

  

Monitora Manu, do Museu da Vida, explica como ele funciona 


Conhecido como "o antigo Lar das Meninas" no alto das Mercês, o Museu da Vida divide espaço com a Pastoral da Criança e é um dos pontos mais coloridos e alegres de Curitiba.

Recebe a visita de crianças das escolas e de famílias que encontram uma enorme surpresa ao se deparar com o espaço, a natureza, as exposições, o conhecimento sobre a vida e a liberdade de poder tocar e experimentar tudo.

De longe já se percebe isso: sua marca tem um bebê aconchegado em uma colorida mão, representando o toque, a pluralidade e o respeito à vida.

Sede do Museu da Vida em Curitiba

  
Dizem que os adultos viram criança no Museu da Vida, com tanta cor, tanta novidade, tanta vida para experimentar. Tudo é interativo - podem tocar, podem fotografar, podem rir, podem se fantasiar ... "a gente volta a ser criança" ...

Já as crianças deixam o celular de lado e se soltam ... parece algo mágico! Há muitos elementos educativos, lúdicos e divertidos nos quais elas podem interagir e aprender brincando.

Há também o momento de muita emoção, ao visitar a Exposição sobre o legado da Dra Zilda Arns. Tudo muito bem explicado e definido em fases de sua vida através de fotos, vídeos, roupas, utensílios, prêmios recebidos, manuscritos e, por fim, a tragédia no Haiti que lhe ceifou a vida. 




Grupo de jovens intercambistas europeus curtindo o Museu da Vida




Voltando a ser criança dentro do Museu da Vida



Emoção ao visitar a Exposição sobre a Dra Zilda Arns



Lá fora há muito verde, trilhas, gramado para pic nic, casinha de bonecas, caixa de areia e a grande "Rua do Brincar" com múltiplas atividades secas, com água, com sons e muito movimento, além de pequenos animais nos quais as crianças podem tocar, acariciar e sentir a alegria de viver.

Há mediadores em toda parte para orientar, prestar informação e cuidar da segurança das crianças, mas sem interferir nas iniciativas de cada uma delas. Lá no Museu elas podem brincar a vontade, tocar em tudo, ser crianças, realmente.
Aprendem muito, de um jeito livre, lúdico e curioso, como todas as crianças são.

O Museu da Vida foi concebido pela Pastoral da Criança, sob o comando da médica pediatra Dra Zilda Arns, que sempre trabalhou em prol da nutrição infantil. Este legado deixado por ela vai muito além da nutrição do corpo. Ele nutre a alma das crianças e de todas as famílias que o visitam. 

Durante a live semanal do CEMUC, a Mediadora Manu fez o convite a todas as gestantes a participar do Curso Parto Amoroso no próximo dia 25 e 26 de maio, assim como a todas as famílias para conhecer o Museu da Vida e participar de momentos inesquecíveis com seus filhos e netos.






Muita diversão e liberdade para aprender brincando


 A parceria CEMUC e Pastoral da Criança vem de longe


Esta proposta de amor à vida, à natureza das crianças, ao conhecimento compartilhado, à pluralidade e à interação entre gerações veio de encontro aos princípios do Curso Parto Amoroso, que pratica esses conceitos desde 1955, quando foi criado pela Dra Elisa Checchia Noronha. "Por isso buscamos esta parceria", diz a coordenadora do Curso, Fisioterapeuta Rossana Franke de Oliveira. Estamos conversando desde 2020 e em 2021 iniciamos com a gravação das aulas do Curso Parto Amoroso on Line (que deverá ser lançado até o final de 2022) e segue agora com a realização do Curso Parto Amoroso Presencial.

Dra Elisa Checchia Noronha (médica obstetra criadora do Curso Parto Amoroso) era amiga da Dra Zilda Arns (pediatra) e ambas, percebendo a diminuição da prática do aleitamento materno e suas consequência negativas para as mães e para os bebês, criaram em 1999 o Curso de Amamentação "Mamãe eu quero Mamar", que iniciou suas atividades no ano 2000. Acontecia 1 vez por mês, com duração de 4 horas e era frequentado por gestantes e casais grávidos, prestando orientação gratuita para amamentação e estimulando as mamães a doar o leite excedente. 

A realização deste curso só foi possível graças à parceria com o CEMUC, que estimulava as alunas do Curso Parto Amoroso a frequentá-lo. 

"Nesses mais de 20 anos as alunas do Curso Parto Amoroso tornaram-se as maiores doadoras de leite materno do Banco de Leite do Hospital Universitário Evangélico Mackenzie", declarou a coordenadora responsável pelo Banco de Leite durante mais de 20 anos, Enfermeira Rosane Silva e complementou: "Até o final de 2021, já haviam totalizado a doação de 40.000 litros de leite materno, o que representa a diferença entre a vida e a morte de milhares de bebês prematuros das UTIs Neonatal de Curitiba e Região Metropolitana".






Gravação de Aulas do Curso Parto Amoroso on Line no Museu da Vida


Mais um legado da Dra Zilda Arns: 
o estímulo à doação de leite materno

Leite Materno doado ao Banco de Leite por alunas do CEMUC

Leite Materno é distribuído a UTIs Neonatal de Curitiba e RM

Leite Materno salva a vida de milhares de bebês prematuros

sábado, 14 de maio de 2022

Preparativos a todo vapor para o Curso Parto Amoroso presencial no Museu da Vida

Aulas com Fisioterapeuta acontecerão em meio a natureza


Faltam poucos dias para a estreia do Curso Parto Amoroso no Museu da Vida (Rua Jacarezinho, 1691, bairro Mercês, Curitiba) e os preparativos estão a todo vapor. "Desde que gravamos as aulas do Curso On Line neste local maravilhoso, com os mesmos princípios de acolhimento e excelência preconizados há 66 anos pelo nosso curso, esta parceria foi se concretizando naturalmente e hoje é uma realidade", comemora a coordenadora do Curso Parto Amoroso, Fisioterapeuta Rossana Franke de Oliveira.

No Museu da Vida, nossos alunos terão muito conforto: as aulas acontecerão em uma sala bem arejada, espaçosa, com luz natural, cadeiras estofadas, com distanciamento garantido, acesso por elevador e banheiros próximos.

Na chegada, os alunos serão fotografados pela equipe do Studio Fotográfico Cris Camargo, em um dos cenários bucólicos do bosque do Museu ou, caso chova, no painel artístico interno, que homenageia as mães.

Rua Jacarezinho, 1691 - Mercês

Sala de aula espaçosa, com luz natural e distanciamento

   

As alunas serão fotografadas GRATUITAMENTE 

Cenários bucólicos para nossos alunos aproveitarem a natureza

Empresas Parceiras, Equipe do Museu da Vida e 

do CEMUC ultimando os detalhes do Curso

A coordenadora Rossana Franke de Oliveira com a "barriga fake" que futuros papais também poderão usar para se sentir gestante 




O Museu da Vida dispõe de estacionamento interno gratuito para que a gestante não precise ficar procurando vaga na rua, amplo espaço interno e externo para quem quiser trazer filhos mais velhos e passar a tarde lá com avós ou cuidadoras, num ambiente educativo, cercado de área verde, monitores e brinquedos pedagógicos para o desenvolvimento sensorial da criança e momentos de encantamento para o público adulto.


Amplo Estacionamento - gratuito


Amplo Espaço interno com wi-fi 


Amplo Espaço Externo com muitas brincadeiras 


Pequenos Animais, monitorados por profissionais da UFPR vivem no Museu da Vida para ajudar na educação ambiental de visitantes


Espaço externo para brincadeiras com água para as crianças

Espaço interno para brincadeiras e aprendizado de crianças e adultos

Lugar ideal para gestante viver momentos de puro encantamento e aprender mais em meio a natureza durante o Curso Parto Amoroso 


Após a sessão de fotos, cada aluno irá para a Sala dos 1000 Dias dentro do Museu da Vida. Nesta sala acontecerá o acolhimento com a médica obstetra presidente do CEMUC, Dra Virginia Merlin. Esta sala mostra a importância dos primeiros 1000 dias na vida de um bebê e como é importante se preparar durante a gestação para que tudo ocorra da forma mais saudável e natural possível. Este é um espaço interativo, que foi projetado para possamos visualizar, na prática, as mudanças no corpo da gestante, o peso da barriga, as diferenças de crescimento sob o aspecto nutricional e uma série de fatores que serão abordados pelo Curso Parto Amoroso. 

Nesta mesma sala também teremos a presença de uma Personal Organizer, especialista em Organização Baby e Planejamento Materno, criadora da empresa Maama Baby Organizer que estará prestando orientação sobre organização de enxoval, mala maternidade e várias outras dicas, além de disponibilizar produtos decorativos, organizadores e funcionais para comercialização.

Espaço de Acolhimento do Curso Parto Amoroso CEMUC 



Programa de Aulas
O Programa de Aulas contempla os temas mais relevantes dos 66 anos de história do Curso Parto Amoroso e será ministrado por profissionais com ampla experiência, visando compartilhar conteúdo de excelência aos nossos alunos. Aulas dinâmicas, com duração de 45 minutos divididas em momentos teóricos e práticos para que o casal grávido possa se sentir muito mais preparado e seguro. 

Além das aulas presenciais nos dias 25 e 26 de maio, os alunos do Curso Parto Amoroso CEMUC receberão uma AULA BÔNUS via zoom, no dia 27 de maio, com a advogada especialista em direito parental Dra Ana Cristina Baruffi para que possam conhecer mais e esclarecer suas dúvidas sobre este importante tema.




A Equipe 
Para esta turma, a equipe de docentes é formada por 12 profissionais entre: médicos obstetras, psiquiatra, pediatra, psicóloga, nutricionista, fisioterapeuta, enfermeiras, advogada e socorrista. Todos voluntários, com larga experiência em sua área de atuação.  Para conhecê-los, basta clicar nos respectivos nomes.

Médica Obstetra  - Dra Virginia Merlin
Médica Obstetra  - Dra Juliana Santos
Médio Obstetra - Dr Wesley Timana
Médica Psiquiatra - Dra Claudia Paola 
Médica Pediatra - Dra Maria Gabriela Galerani
Enfermeira - Rosane Silva Leite
Enfermeira - Aparecida Vieira
Socorrista - Juliana Zanello
Nutricionista - Liziane Laufer Rodrigues
Fisioterapeuta - Anna Lorenzoni



O Coffee Break
Para esta turma, pra lá de especial, o coffee break será oferecido pela equipe do Brownie da Lola que é nossa apoiadora nos eventos realizados pelo CEMUC. Um cardápio bem natural está sendo preparado com muito carinho e será uma cortesia para os nosso alunos.


Alunos terão coffee break preparado com muito carinho



As aulas práticas
Para as aulas práticas, teremos banheirinhas para que cada casal aprenda a dar banho, vestir e tenha segurança ao trocar seu bebê. Os bebês serão bonecas, que estamos recebendo como doação ou empréstimo a partir de amigas. Até agora, as bonecas mais antigas que recebemos tem 50 anos de idade e estão muito bem conservadas. 

As banheirinhas para o banho já chegaram, as roupinhas, com marca do CEMUC bordada no peito também já chegaram e os coeiros, que foram confeccionados pela voluntária Dadá, com 82 anos, também já chegaram.





As doações
Desde o início do Curso Parto Amoroso, em 1955, pedia-se doação aos alunos para entrega a gestantes carentes. Com o passar do anos, o volume de alunos e de doações cresceu e o CEMUC passou a fazer parceria com grupos e voluntariado para transformá-las em enxovais e repassá-las a maternidades e orfanatos, numa "corrente do bem" que une educação, saúde e solidariedade.

Esses grupos são formados, em geral, por senhoras que são mães, avós, bisavós e algumas até tataravós. Recebem as doações dos nossos alunos com muita alegria e tecem os enxovais com muito amor, distribuindo muito mais que meras peças bonitas, mas a essência do nosso trabalho: a amorosidade. 

Além de propiciar enxovais para gestantes carentes e a oportunidade dessas voluntárias se sentirem úteis, o Curso Parto Amoroso CEMUC também incentiva a doação de leite materno. Só o Banco de Leite do Hospital Universitário Evangélico de Curitiba contabilizou mais de 40.000 litros de leite materno para alimentar bebês prematuros de UTIs Neonatal e Curitiba e Região Metropolitana.





40.000 litros de leite materno já foram doados por alunas do CEMUC para o Banco de Leite para alimentar bebês prematuros de UTIs Neonatal de Curitiba e Região Metropolitana



Alimentação de Bebês Prematuros
Em 1999 a criadora do Curso Parto Amoroso, médica obstetra Dra Elisa Chechia Noronha, juto com a médica pediatra Dra Zilda Arns, comandante da Pastoral da Criança, criaram o Curso "Mamãe eu Quero Mamar" visando ensinar os benefícios da amamentação no peito para as mães e seus bebês, além de incentivá-las a doar seu leite aos Bancos de Leite, salvando vidas de milhares de prematuros.

Ambas já não estão mais entre nós. Dra Elisa faleceu aos 89 anos, de causas naturais e Dra Zilda foi uma das vítimas de um terremoto no Haiti, aos 75 anos. 

Durante o Curso Parto Amoroso no Museu da Vida nossos alunos terão a oportunidade de conhecer toda a história da vida da Dra Zilda Arns, seu trabalho maravilhoso à frente da Pastoral da Criança, seus títulos, entrar em seu gabinete de trabalho e perceber o impacto que esta mulher causou na vida de milhares de crianças em todo o mundo. 

Manuscrito da Dra Zilda Arns eternizado nas paredes do Museu da Vida


Inscrições
As inscrições para o Curso Parto Amoroso no Museu da Vida podem ser feitas seguindo os passos do link: http://cursopartoamoroso.blogspot.com/p/inscreva-se.html

Valor de doação pedido a cada aluno: 60 reais para manutenção de programas sociais que o CEMUC mantém em parceria com grupos de voluntariado.

sexta-feira, 13 de maio de 2022

Gestação com Conforto e Elegância

           
Bate papo super animado com dicas de ouro com a Consultora de Moda Anna Rosendo


A convidada do CEMUC para a live semanal foi a Consultora de Imagem Anna Rosendo, num bate-papo super animado com o tema: Elegância e Conforto na Gestação e Pós Parto.

Anna lembrou o importante para a mulher é sentir-se bonita e confortável durante a gestação. "Precisamos lembrar que a gestação não é estática, pois o corpo passa por transformações e vai exigindo novas roupas. Cada mulher vai passar por essa transformação de uma forma diferente: ou cresce o quadril ou busto, ou abdomem e as necessidades de novas roupas aparecerão", concluiu.

A mulher gestante sente-se muito plena e bonita. O vestir passa a ser um complemento. Algumas dicas foram apresentadas, entre ítens que a gestante já possui em seu armário ou vai adquirir para uso específico na gestação. O ideal é que ela invista em peças que depois possa usar por muito tempo. 


Algumas dicas durante a gestação:

- Lingerie certa - algo que acomode bem os seios e a barriga, sem costura, com corte a laser, que não divida a silhueta.

- Sapatos - salto deve ser bem pensado, pois a barriga pesa e muda o eixo do corpo, podendo causar quedas ou grande desconforto. Evitar tirinhas, saltos finos. Os saltos em bloco, assim como os tênis estão em alta e são muito confortáveis. A escolha do calçado deve levar em conta que fica cada vez mais difícil amarrar sapatos conforme a barriga cresce. Outra observação é que o pé aumenta durante a gestação. 

- Calça - deve ter tecido flexível - podendo ser pantalona, legging ou skini, de acordo com o estilo da gestante. Outra dica na calça é ter um elástico para acompanhar o crescimento da barriga. 

- Tecidos - Os tecidos de blusas e vestidos também devem ser flexíveis: malha, tricô, malha canelada. Eles vão "esticar" conforme o crescimento do corpo e voltar para o uso pós gestação.

- Terceira Peça - Peças como camisas, coletes, pashminas, cardigans, blasers para uso por cima de um vestido ou de  camiseta/calça, ficam charmosas durante a gestação e podem ser muito bem aproveitadas no pós parto. São os chamados "itens 3ª peça".

- Peças do marido - uma boa camisa do marido serve como uma 3ª peça muito bacana e também como peça principal, dependendo do tamanho / modelo.

- Acessórios - durante a gestação devem ser usados, trazendo o foco para o rosto. Cintos devem ser com elástico, para acomodar a barriga sem que a gestante venha a se sentir apertada. Cordinhas que ajudam a demarcar a barriga ficam muito estilosas.

- A faixa elástica para a barriga da gestante é um acessório indispensável, que dá conforto às mamães, especialmente aquelas que ficam muito tempo em pé ou andam muito.

Anna lembrou que as futuras mamães devem viver este momento com tranquilidade e sem se cobrar. Ela deve se valorizar, curtir essa feminilidade. É normal que tenha pés inchados, que às vezes demore para voltar ao corpo de antes - cada mulher tem um tempo para retomar a sua silhueta e isso não deve tirar sua alegria.


Na maternidade:

Para ir à maternidade (e durante os primeiros dias em casa) a dica é a gestante usar pijama (de preferência escuro) com abertura para amamentar, sem necessidade de levantar a blusa. Deve-se evitar bordados, rendas, brilhos, pedrinhas e demais aplicações que tirarão o conforto da mamãe e, especialmente, podem irritar a pele delicada do seu bebê. A preferência sempre deve ser por tecidos que sejam confortáveis para a mamãe e seguros para o bebê.

Para a saída de maternidade, é importante separar um look que componha com o seu bebê, para que as fotos tenham harmonia e eternizem este momento tão especial.  


Com os bebês em casa:

Não passar dias e noites seguidos de pijama faz com que a mulher se sinta melhor. Tomar um banho, trocar o pijama por uma roupa bem confortável (um agasalho por exemplo), faz a mulher se sentir mais bonita, sem a ideia de que ela não tem mais vida social...

Outra dica é a mãe ter uma opção de blusa ou echarpe para si quando sai de casa, pois acontece de vazar o seu leite ou do bebê vomitar nela. 

O vestido / blusa modelo envelope, com decote V é o mais indicado para amamentar sem muitas manobras.

Anna lembrou que a gestante pode comprar suas roupas em lojas especializadas ou mandar confeccionar ou garimpar em brechós ou emprestar de amigas, praticando a "moda circular". 

Mamães que queiram fazer uma consultoria de cores, sugestão de look para o dia a dia, para a produção de fotos, para um evento, etc, podem contatá-la.


Contato com a Convidada Anna Rosendo no instagram : https://www.instagram.com/annarosendo_/


sábado, 7 de maio de 2022

Dr Cegonho fala sobre o protagonismo da mulher na hora do parto

Live com Dr Cegonho, abrindo a temporada 2022


Com muita sensibilidade e carisma, o médico obstetra Dr Wesley Timana, conhecido nas redes sociais como "O Cegonho" participou da live semanal do CEMUC abrindo a temporada 2022 com o tema: "Estou grávida e agora... por onde começar?"

A live estava prevista para acontecer no dia 11 de março, porém a cegonha decidiu aparecer exatamente neste dia e Dr Wesley precisou fazer um parto. Avisamos nosso público, torcemos pelo bebê que estava para nascer e deu tudo certo: no dia 18 a audiência foi muito grande e nosso bate papo foi maravilhoso.

Dr Wesley enfatizou o protagonismo da mulher na hora do parto: "o papel principal no parto não é do obstetra, nem da enfermagem ou da doula, mas sim da mãe, que precisa estar muito bem preparada para este momento".

Esta preparação se dá nas consultas do pré natal, nas leituras, nas rodas de conversa e nos cursos, como o Curso Parto Amoroso, que prepara as gestantes há 66 anos. O pai também deve estar preparado para dar apoio nesta hora. Por isso a importância dele acompanhar as consultas de pré natal, conversar com o obstetra, participar de cursos, pois ele fará parte do dia a dia da criação deste bebê e não deve ser mais somente um mero "ajudante", mas saber como proceder.

Por ser um momento tão importante na vida da mãe, do bebê e de toda a família, o parto deve ser pensado como algo muito especial, tratado com muito amor, que precisa ter seu tempo respeitado, de acordo com a natureza de cada mãe e cada bebê. A supervisão médica é indispensável neste momento e, havendo qualquer intercorrência, deverá estar a postos para agir, porém não deve se sobrepor ao andamento exigido pela natureza. "Tudo que puder ser feito de forma mais natural possível será sempre melhor", ele comentou.

Lembrou que a vida moderna nos impõe um ritmo cada vez mais acelerado em que não se "curte" mais os acontecimentos com a calma necessária, tudo precisa ser muito rápido e isso não combina com toda gestação nem com o parto. Na gestação, médico e paciente precisam estabelecer uma relação de confiança e isso só acontece a partir de uma conexão maior, que se dá no decorrer das consultas. Assim, o tempo não pode ser contado em poucos minutos, mas precisa ser estendido para que realmente esta conexão aconteça.

A primeira consulta ao obstetra após saber da gravidez é sempre cheia de muitas dúvidas e anseios por parte da futura mãe e do casal grávido. Como médico, ele costuma perguntar já de início: há quanto tempo este casal está junto? O bebê foi programado? Esta vindo de surpresa? Pois a história desta criança começa muito antes de seu nascimento. E tudo isso vai formar o enredo desta nova vida.

Dr Wesley lembrou que, antes das muitas mudanças no corpo, são as mudanças emocionais e psicológicas que aparecem. O casal começa a fazer planos de como será o bebê, a criança, o adolescente, viajando longe no tempo futuro. Planeja uma gestação perfeita, com tudo 100% em ordem e nem sempre é assim que acontece, pois a natureza é cheia de surpresas e é importante se preparar para todas as intercorrências.

Disse que quando a família toda está empenhada em respeitar os tempos naturais, dando apoio efetivo à mulher que vai parir, tudo funciona melhor. Por isso, incentiva, não apenas o pai , mas toda a família  a participar de consultas, exames de ultrassom e demais atividades, para que realmente formem a rede de apoio para a gestante, todos pensando e agindo numa mesma direção.

Salientou que o nascimento de um bebê é um evento raro, mesmo que não seja o primeiro daquela família - deve ser celebrado e preparado como se fosse o primeiro. O mesmo vale para a equipe médica, que deve encarar cada novo parto com todo zelo e cuidado como se fosse o primeiro de sua carreira profissional.

Só se nasce uma vez, por isso o nascimento é algo tão importante para cada um de nós. Muitas vezes, pela falta de apoio das pessoas ao redor ou pela falta de conhecimento ou mesmo pela cultura de que o parto é algo ruim, dolorido, sofrido, a mãe acaba perdendo esta chance de protagonizá-lo e muitos procedimentos cirúrgicos são realizados, apenas pela vontade de acelerar o tempo que a natureza nos impõe.

"No dia do parto, na maioria das vezes, eu não faço nada" - esta frase chamou muito a atenção da audiência da live quando foi proferida pelo Dr Cegonho, mas a explicação foi brilhante: quando a mulher encontra-se bem preparada, ela faz o trabalho de parto, o pai ampara o bebê e tudo vai acontecer naturalmente, sem depender de interferência médica. A mãe precisa estar consciente deste momento sublime que é dela e saberá como agir em cada minuto. 

O papel do médico é orientar, prescrever o que for necessário, agir nas intercorrências, supervisionar a gestação e o parto em cada detalhe, mas todo o protagonismo é da mãe com a ajuda de sua rede de apoio familiar.

Com visão amorosa, respeitosa, advinda da "slow medicine" que respeita o tempo de cada ser, Dr Wesley abriu a temporada de lives 2022 do CEMUC deixando nosso coração quentinho e a certeza de que nossos cursos fizeram a diferença nas gerações da nossa cidade e continuarão a fazer a partir de agora, com aulas no Museu da Vida, local que segue esta filosofia.

Ao ouvi-lo, lembramos da fundadora do Curso Parto Amoroso, Dra Elisa Checchia Noronha, que em 1955, quando criou o curso, o nominou de "parto sem dor" pois dizia: não existe dor de parto, mas sim trabalho de parto. A dor vem do desconhecido. Alguns anos mais tarde trocou o nome do curso para "parto sem medo", novamente justificando que o medo vem da falta de conhecimento e o curso transmitia segurança às gestantes. Anos depois, reunindo esta segurança + a corrente do bem formada pelas doações de enxovais a maternidades e orfanatos + a rede de apoio das amigas de barriga formada nas turmas, o curso se transformou em "parto amoroso", como é chamado até hoje.   


Contato do Convidado

Dr Wesley Timana - O Cegonho: https://www.instagram.com/o.cegonho/

Clínica Mavie: https://maviemeubrasil.com.br/

sábado, 2 de abril de 2022

Fisioterapia Pélvica na Gestação e Pós Parto

 


   

Dra Ana Lorenzoni esclareceu muitas dúvidas sobre a pelve
com farto material, exemplos práticos e muita simpatia


Em nossa live do dia 25 de março “mês da mulher” o bate papo foi sobre um tema bem feminino, bastante atual e ainda pouco conhecido do grande público: a fisioterapia pélvica.

Convidamos Anna Lorenzoni que é fisioterapeuta formada pela Faculdade Evangélica do Paraná em 2014. Fez especialização em Fisioterapia Pélvica Internacional com ênfase em obstetrícia e uroginecologia pela Faculdade Inspirar em 2016. Professora de Pós-Graduação da Faculdade Inspirar - Sedes Curitiba, Florianópolis, Goiânia e Vitória, de 2018 a 2020. Atua como fisioterapeuta pélvica do Hospital Vita Linha Verde - PROFISIO e é fundadora da Clínica Angular - Pilates e Fisioterapia.

Com muita desenvoltura, a profissional abriu a live dizendo que o tratamento de gestantes deve sempre ser feito com muito carinho e que, apesar da grande facilidade de acesso à informação, a pelve – local por onde o bebê vai passar ao nascer - é ainda uma região na qual há um grande mistério junto a muitas futuras mamães, por isso a importância deste tema.

A pelve conecta a parte de cima com a parte de baixo do corpo, sustentando-o. É através dela que nos movimentamos. A pelve serve de estrutura e é o primeiro berço do bebê. Durante toda a gestação ele vai se alterar para que o bebê possa se desenvolver, por isso é preciso trabalhar muito bem esta região.

A parte de baixo da pelve é chamada de assoalho pélvico que, juntamente com músculos, tendões e ligamentos sustenta o peso dos nossos órgãos e do bebê que está sendo gerado. Todo este complexo precisa estar muito bem fortalecido e flexível para que a mulher não venha a ter disfunções.

Dra Anna salientou que o ideal é a mulher iniciar a prática da fisioterapia pélvica antes mesmo de engravidar para corrigir eventuais disfunções e fortalecer seu assoalho pélvico, antes de começar a receber a sobrecarga proveniente do peso do bebê + líquido + placenta.

Lembrando também que, devido as alterações hormonais provenientes da gravidez, o hormônio RELAXINA faz com que a gestante fique mais relaxada, enfraquecendo sua força muscular, por isso o ideal é ganhar muita força já no início da gestação, quando há menos deste hormônio e menos peso em seu corpo.

Para cada fase da gestação muda-se a conduta terapêutica, com a indicação de diferentes práticas visando diferentes objetivos. No 1º trimestre busca-se fortalecimento e consciência perineal. No 2º trimestre os exercícios visam mobilidade e flexibilidade. No 3º trimestre, quando aparecem mais dores, os exercícios baseiam-se no alongamento.

Para gestantes que pretendem o parto normal, além do alongamento, precisarão buscar elasticidade e praticar o treino expulsivo. Quando, na hora do parto ouvir: “faça força” ela vai estar preparada para saber onde fazer esta força e como fazê-la.

Dra Anna faz uma analogia com o esporte para explicar a importância da fisioterapia pélvica para a s gestantes: “Ninguém corre uma maratona sem se preparar. Esta preparação compreende desde fortalecimento das pernas, até respiração e isso leva tempo e muito empenho por parte de cada atleta. Para o parto, a lógica é a mesma: o assoalho pélvico é o lugar onde o bebê vai crescer e por onde vai passar ao nascer, por isso precisa estar muito bem treinado”.  

Todo este trabalho é feito seguindo as orientações do médico obstetra, num esforço multidisciplinar com toda a equipe de acompanhamento desta gestante.

A fisio pélvica vai auxiliar no bem estar da mulher de forma ampla, como na respiração, que sendo bem treinada, ajuda a minimizar dores, acalmar a gestante, facilitando seu sono e seu dia a dia. Também trabalha com os órgãos a ponto de diminuir constipação. Outro benefício é o de ensinar a contrair e relaxar os músculos do assoalho pélvico permitindo à gestante não ter a urina presa, evitando infecções e outros problemas urinários provenientes de uma pelve com musculatura rígida.

Esses e outros muitos benefícios da prática da fisioterapia pélvica descritos em detalhes, além de muitas outras dicas preciosas podem ser vistas e revistas nesta live.


Para assistir a esta live no instagram, clique em:

https://www.instagram.com/p/CbijPBQlJH5/


Para entrar em contato com a Fisioterapeuta Pélvica Anna Lorenzoni:

https://www.instagram.com/annalorenzoni.fisioterapia/

Maternidade Ideal x Maternidade Real

        
Coordenadora do Curso Parto Amoroso Rossana Franke de Oliveira entrevista 
a Psicóloga Pietra Rassi sobre o tema: Maternidade Ideal x Maternidade Real


Nossa live semanal no instagram, no dia 1º de abril, foi com Pietra Rassi, psicóloga e psicanalista, com o tema: Maternidade Ideal x Maternidade Real.

Neste “dia da mentira” o bate papo trouxe à tona o ideal da “mãe perfeita” e o quanto este universo imaginário de “mentirinha” construído durante a gestação pode vir a ser desconstruído perante uma realidade que nem sempre é tão “cor de rosa” .

Pietra Rassi Justus é formada em psicologia pela PUC-PR (1999), época em que iniciou seus estudos em psicanálise. Fez formação em dinâmica de Grupos pela Sociedade Brasileira de Dinâmica de Grupos (2006). Durante os anos de 2017 e 2018 realizou trabalho clínico voluntário na UTI neonatal do Hospital e Maternidade Santa Brígida. Na clínica, além do atendimento ao público geral, realiza um trabalho direcionado à perinatalidade e parentalidade.

Durante a live, a profissional contou um pouco sobre sua trajetória profissional e salientou que, no atendimento a mães há um sofrimento, uma culpa generalizada em relação a não conseguirem ser do jeito que haviam idealizado para seus filhos.

Desde o parto, que muitas vezes imaginaram ser um jeito e foi de outro, passando pelas dificuldades para amamentar, dar conta de todas as tarefas, até sentir-se cansada, sem ânimo para brincar com as crianças e os demais “perrengues” que a realidade as impõe, porém na idealização da maternidade, nunca apareceram.

A psicóloga Pietra chama a atenção para uma maternidade possível, que tenha espaço para falhas, erros, furos, sem culpa por toda a vida: não somente enquanto o(a) filho(a) é um bebê, mas também durante toda a sua criação, em que a realidade vai se impondo sobre a idealização materna.

Alguns pontos foram apontados como mais recorrentes em seu consultório em relação às mães:

1)   -  Sobrecarga: as mães se sentem cansadas e sobrecarregadas por trabalhar como profissionais, donas de casa e agora, como mães 24 horas por dia, sem um dia sequer de descanso.

2)   Solidão: a falta de ajuda de familiares gera o sentimento de uma “maternidade solitária”, pois cada vez é mais difícil ter por perto as avós, tias, irmãs, amigas com tempo disponível para ajudar efetivamente a cuidar das crianças pequenas.

3)   -  Culpa: que é gerada através das seguintes dúvidas:

  • será que estou conseguindo fazer o melhor para meu filho?
  • por que não consigo amar ser mãe o tempo todo?

Todos esses pontos, baseados na distância entre idealização e realidade, acabam trazendo sofrimento para as mães.

A psicóloga salientou que muitas mulheres, mesmo tendo um parceiro presente no seu dia a dia, não participa ativamente do cuidado com a criança, fazendo-a se sentir uma “mãe solo”.

Alguns exemplos foram citados no decorrer da live. Entre eles o da gestante cujo marido morreu antes do nascimento dos gêmeos. Neste caso, além desta mãe ter que lidar com as questões da maternidade, ainda foi preciso administrar seu luto. Se ela não tiver uma rede de apoio, especialmente da família, fica ainda mais difícil superar este momento.

Da mesma forma que a família dá este apoio, às vezes passa do ponto e a gestante tem que enfrentar os palpites, precisando ter muita maturidade para estabelecer limites e não perder esta base, que é fundamental. 

Esta rede de apoio não é somente dentro do círculo familiar - ela se estende pelas amizades, vizinhos e também aos profissionais contratados para auxiliar na criação e desenvolvimentos dos filhos como babás, pediatras, professores, terapeutas, etc. 

Deixou claro que a mãe deve fazer uso desta rede para não se sentir tão sozinha. "A mãe não pode se colocar no lugar de uma heroína, responsável por suprir TODAS as necessidade de seu bebê / criança. Ninguém é capaz disso. Por achar que será capaz e nem sempre conseguir, é que ela se sente culpada. Tudo parte de uma idealização, que foi alimentada em seu imaginário", complementou.

Nesta live ficou claro que a gestante deve estar preparada para errar, se frustrar e não se sentir “menos mãe” por causa disso.

Com esta clareza, a psicóloga Pietra Rassi trouxe um olhar muito carinhoso e interessante sobre o tema, que deve ser observado por gestantes, mamães e famílias, no intuito de se obter um equilíbrio entre a maternidade ideal e a real.


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