sábado, 13 de agosto de 2022

O Quarto do Bebê: do sonho à realidade

 

Anúncio para a live, publicado nas redes sociais


Um dos sonhos mais sonhados de toda gestante é o quartinho do bebê. As lojas físicas e virtuais apresentam opções lindas e cada detalhe é tão lúdico e delicado que parece ter saído de um conto de fadas ou mesmo de um sonho encantado.

No entanto, em meio a tantas incertezas que uma gravidez traz à futura mamãe,  o quarto do bebê passa a ser um dos grandes desafios desta fase. Afinal, em 99% dos casos, o pai não interfere. Deixa a critério da mulher.

Para que este sonho não vire um pesadelo é que a decoradora Claudia Ripka entra em cena e, com seu talento e sensibilidade, transforma os desejos das mamães em ambientes aconchegantes, funcionais e harmonizados com as características de cada família.

Com 30 anos de experiência nesta área, Claudia foi a convidada do CEMUC para a live com o tema: Quarto do Bebê: do sonho à realidade, que aconteceu na última 6ª. Feira, dia 12 de agosto.

Claudia explicou que a decoração não é apenas escolher peças, mas partir de um conceito, que precisa estar de acordo com limitações físicas (tamanho do quarto, luminosidade, possibilidade (ou não) de pequenas reformas); limitações financeiras; limitações de tempo (pois o bebê tem data para nascer e tudo precisa estar pronto antes disso); limitações circunstanciais (falta de produto, mão de obra, impossibilidade de aplicação produtos por conta de fatores climáticos), além das limitações impostas pela própria família, em relação a texturas, cores, crenças, etc.

“É muito importante que a decoradora conheça não apenas o ambiente, mas o estilo de ser e viver da família para que possa elaborar um projeto criativo e personalizado, porém dentro das limitações, a fim de não gerar frustrações”, explicou, citando alguns exemplos: “já tive casos de mães que queriam o quarto visto em uma revista, montado em um espaço com 50m2, quando o quarto destinado ao bebê dentro do seu apartamento era de 3 x 2 m, ou seja: 6m2 (8 vezes menor)”, então é preciso explicar a ela que o bebê terá o melhor quarto dentro desta limitação de espaço, mas que, nem por isso deixará de ser lindo e aconchegante como ela sonhou.

Há também mães que sonham, mas acabam desistindo de seu sonho por pensar que não conseguirão pagar para realizá-lo. Neste caso, Claudia explicou que há inúmeras alternativas entre materiais e objetos novos ou reciclados que podem perfeitamente satisfazer essa mãe sem que ela precise gastar o que não tem.

A live foi encantadora e demonstrou toda a competência desta profissional, que se emocionou quando a coordenadora do Curso Parto Amoroso, Rossana Franke de Oliveira, mostrou o quadro feito por Claudia há 20 anos, para a decoração do quarto de sua filha, hoje acadêmica de medicina. Peça marcante, com o nome da bebê em destaque, representando o esporte favorito do pai junto à beleza e alegria da mãe. E o mais incrível: intacta. Feita com materiais de qualidade que resistem ao tempo e que poderão ser reformados para outros usos ou, até mesmo, para quando nascerem os seus bebês.

“A decoração dos quartos de bebês pode navegar por diferentes estilos e tendências estéticas, mas não pode abrir mão de qualidade, peças atemporais, assim como de funções práticas do dia a dia, como: troca de fraldas, banho, amamentação, shantala e outros momentos que serão vividos por muito tempo dentro do quarto, entre mãe e bebê e que precisam proporcionar segurança, conforto, praticidade e aconchego para ambos", finalizou.

 

Contato com a convidada Claudia Ripka

INSTAGRAM: @atelierdivinotalento

INSTAGRAM: https://www.instagram.com/claudiaripka/

FACEBOOK - https://www.facebook.com/claudia.ripka

 

Por motivos técnicos, esta live não pôde ser gravada.

terça-feira, 9 de agosto de 2022

A importância da Rede de Apoio

    
Rossana Franke de Oliveira, coordenadora do Curso Parto Amoroso entrevista Camila Bellão, coordenadora do Parto sem Medo em São Paulo, na live sobre Rede de Apoio


Camila Bellão, enfermeira obstetra, coordenadora da equipe do Parto Sem Medo em São Paulo, foi a nossa convidada da live número 51 que aconteceu na última 6ª feira, dia 5 de agosto, sobre o tema: a importância da rede de apoio para a gestante.

Com ampla experiência, Camila atuou por 10 anos na gestão de maternidades, depois na docência e há mais de 7 anos atua também na assistência ao parto, onde pratica, divulga e defende o conceito do parto respeitoso.

"As mulheres precisam do carinho, da segurança e da competência de um profissional experiente para o parto tanto quanto da rede de apoio para depois dele", ressaltou. "A mulher que entra num centro de parto é uma, mas ao sair ela é outra, por isso precisa da rede de apoio para se adaptar a esta nova mulher em que se transformou. Ao mesmo tempo, ela dá a luz um ser, mas ela é um novo ser também" complementou.


Nem sempre a realidade do pós parto é como a gestante sonha

O pós parto traz muitas dúvidas e incertezas para a mulher. Toda maternidade é muito difícil no começo, pois é um processo de adaptação diária. Muitas vezes a mãe sonha com um momento mágico, tão lúdico como viu em filmes, novelas ou revistas, porém a realidade pode ser bem diferente e, para enfrentá-la, a gestante precisa estar bem preparada.

Logo após o nascimento do bebê, a mãe vive uma alegria, mas também um luto, pois aquela mulher que ela era morreu ali para nascer uma mãe. Ela vai se equiparar à sua mãe (ou a outra referência de força feminina de sua ancestralidade), deixando de ser filha para ser mãe também e essa nova condição a assusta. 

Somado a este luto, há a revolução dos hormônios + a falta de sono + sangramento + leite  + sensação de estar feia + cansaço extremo e outros fatores que resultam em muito choro e às vezes em culpa, insegurança e até tristeza.

Segundo Camila, a sociedade é muito cruel com a gestante e a puérpera, cobrando posturas, comportamentos, além de entregar-lhe um grande volume de palpites e críticas. O ideal seria haver menos julgamento e mais acolhimento.


Por que é necessária a rede de apoio

Especialmente nos primeiros três meses, em que o cérebro do bebê ainda não está totalmente desenvolvido, é necessário que haja a exterogestação, ou seja, que o bebê permaneça o máximo de tempo junto da mãe, mesmo que do lado de fora da barriga. Para isso, alguém precisa cuidar das tarefas da casa, fazer as compras, atender às demandas do dia a dia da família, pois só assim a mãe poderá amamentar em paz, descansar e viver este período. 

Por isso é tão necessária a rede de apoio: para que a mamãe se dedique 100% ao bebê. Muitas mães pensaram em providenciar enxoval, decoração de quarto, brinquedos, etc, mas não providenciaram a sua rede de apoio e, ao encarar esta nova realidade elas se desesperam. Outras mães temem que seu bebê fique "mal acostumado". Neste ponto Camila pergunta: "mal acostumado com amor?" E responde incisivamente: "Este período é de pura troca de amor e deve ser respeitado e vivido pela mãe com seu bebê."

A mulher precisa estar forte, descansada, tranquila, bem alimentada e bem hidratada para produzir leite. Se não dorme, não produz leite. Se não toma água, não produz leite. A rede de apoio deve estar atenta a esses detalhes e oferecer água à puérpera antes da mamada ou um pedaço de bolo no meio da tarde ou uma refeição quentinha para que ela se alimente bem - são detalhes que, se alguém não interferir, ela não vai conseguir fazer sozinha.



Para pensar

Na gestação, a partir de 24 semanas, o bebê treina a "pega", segurando o cordão umbilical. Os macacos também fazem isso. Ao nascer, eles agarram a mãe e não largam. Nós humanos, passamos a largar nossos bebês em berços da moda ou carrinhos de griffe, não seguindo esta prática natural. 

Talvez isso explique gerações tão inseguras e sem vínculos, com índices cada vez mais altos de uso de drogas e vícios.


Como construir a rede de apoio

É preciso fazer acordos antes mesmo de engravidar. Cada um na família precisa assumir a sua parte para "cercar" a mulher com esta rede, a fim de cuidar dela e do bebê, com acolhimento, amor e em ações práticas. Entre perder tempo, energia e dinheiro com enxoval ou com a rede de apoio, a gestante deve priorizar a rede de apoio, pois enxoval se compra até pela internet, mas a rede de apoio precisa ser construída, a partir de pessoas de confiança.

A gestante deve considerar: quem vai fazer parte da minha rede de apoio? Aqui vão algumas dicas:

- Escolha pessoas que tenham a capacidade de ficar quietas e não fiquem o tempo todo criticando

- Escolha pessoas que saibam ouvir e tenham sensibilidade para dar um abraço ou oferecer o ombro para a mãe chorar, sem ter motivo

- Seja sincera e deixe claro o que vai precisar: alguém que lave a roupa da família 2 x na semana / que limpe a casa 1 x na semana / que faça comida todos os dias / que faça as compras da casa 1 x semana, etc

- Ao completar 30 semanas de gestação, a futura mamãe deve providenciar, pelo menos, 60 marmitas e congelá-las para ter comida saudável pronta à mão para o caso que não ter quem faça comida. Alguém, na rede de apoio pode fazer isso.

- Em geral, quem dá apoio são as pessoas mais experientes da família e amigas que já tiveram filhos. Não espere das amigas sem filhos nada além de uma vista na maternidade e depois somente no aniversário.

- Monte a rede contando com o apoio do companheiro(a), familiares, amigos que moram por perto ou, na falta desses, junte uma grana para contratar babá, empregada doméstica/diarista e uma doula. A doula, segundo Camila, atua no lugar das tias, mães, irmãs mais velhas de antigamente, por isso seu trabalho deve ser valorizado e enaltecido.

A dica de ouro: " Nos primeiros dias, só amamente e sobreviva. Acredite: vai passar." 


O papel do pai e o Resguardo

Quando o pai assume a responsabilidade de apoiar a mulher em todos os momentos, vai se criando um vínculo de amor que é muito bom, tanto para ele, quanto para e mãe e o bebê.

Nossas mães (ancestrais) em geral, sofreram partos muito violentos, não respeitosos e nós temos memória celular, por isso todo o medo e abandono que nossas mães sofreram no parto e pós parto volta para nós.

Como profissional, a Enfermeira Camila busca conhecer a história de parto de suas pacientes para tentar desconstruir e trabalhar buscando uma n ova história, com vínculos amorosos.

O período que os antigos chamavam de "resguardo" é verdadeiro. Claro que mitos como o de não poder molhar o cabelo por exemplo, caíram por terra há muito tempo, porém, é necessário que o pai e toda a rede de apoio respeite o período de resguardo da nova mãe.

Resguardar é acolher, cuidar, como se ela estivesse dentro de uma toca e o pai deve protegê-la para que esta "toca" esteja sempre tranquila e segura. O quarto em penumbra nos primeiros dia. Bebê no carrinho ou na cama acoplada, ao lado da cama da mãe. Nos primeiros três meses o pai precisa compartilhar o quarto do casal com o bebê, que deverá ficar pero da mãe (não na cama do casal, mas sempre ao lado) para que a mãe possa dormir, já que as mamas se abastecem de leite durante o sono dela.


Para nós do Curso Parto Amoroso, que fomos pioneiros no ensino aos casais grávidos, incentivando a presença ativa do pai nas aulas e no dia a dia da gestante e do bebê foi um grande prazer conversar com a coordenadora desta equipe em São Paulo e perceber o quanto o nosso trabalho faz diferença em nossa sociedade. 


Para rever esta live, acesse: 

https://www.instagram.com/p/Cg5ALOlFj17/


Para contatar a convidada Camila Bellão

Instagram: https://www.instagram.com/camila_bellao/

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Grupo de Apoio Parto Sem Medo - São Paulo 

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