terça-feira, 15 de junho de 2021

Varizes & Gestação - tema muito importante para as futuras mamães

A coordenadora do Curso Parto Amoroso Rossana Franke de Oliveira conduziu o bate papo com a médica Anna Carolina Botti Oliveira, esclarecendo muitas dúvidas que surgiram no chat durante a live


No último dia 11 de junho, a cirurgiã vascular Dra Anna Carolina Botti de Oliveira participou da live semanal do CEMUC, apresentada pela coordenadora do Curso Parto Amoroso, a fisioterapeuta Rossana Franke de Oliveira.

Com larga experiência, Dra Anna respondeu às perguntas com muita segurança, como cirurgiã e também como mãe de duas crianças, a respeito do tema: varizes & gestação. Iniciou o bate papo falando sobre as alterações causadas pela gravidez no corpo da mulher. Dentre elas, focalizou na área hormonal e na área vascular. 

Na parte hormonal, explicou que a progesterona, que é o "hormônio do aumento" é o responsável pelo aumento do útero, da barriga, dos músculos, das mamas e dos vasos sanguíneos, que vão dilatar. 

Surpreendeu ao afirmar que até o pé da futura mamãe pode aumentar, pois dilatam os tendões. Falando em pé, a médica ressaltou que na gestação o salto recomendado é até 5 cm, pois além da maior dificuldade do eixo de equilíbrio corporal pelo peso na barriga, a panturrilha precisa funcionar. Em saltos muito altos, perde-se a mobilidade da panturrilha, prejudicando o retorno venoso, podendo originar varizes. 

No sistema circulatório, haverá também um impacto devido ao aumento do volume sanguíneo para que a nova vida seja gerada. Na gestação, o volume de sangue é em torno de 3 vezes mais que o normal. Este "aumento" de vasos + volume de sangue, poderá resultar em aumento de varizes de quem já as tem ou no aparecimento em quem nunca teve. 


O que são varizes

Varizes são vasos dilatados que, por consequência, ficarão tortuosos e insuficientes. Dentro deles, as válvulas passam a ter dificuldade de "empurrar" o sangue para cima, por que estão muito longe entre si em virtude da dilatação do vaso e devido ao grande volume de sangue não conseguindo "empurrá-lo", tornando esta dilatação cada vez maior. 

O sangue é bombeado para fora do coração e desce para as extremidades do corpo. Chegando lá, precisa voltar. Este retorno de sangue é prejudicado se as válvulas não trabalharem direito e aí começam a se formar as varizes.

Além das pernas, varizes podem aparecer em outras regiões do corpo: região anal (hemorroidas), região pélvica (perto do útero), região inguinal (virilha), região da vulva , entre outras. Há locais que não são visíveis e popularmente são chamados de "varizes internas" - estes são capturados através de exame de imagem.

Os principais sintomas das varizes são: inchaço, dor, sensação de cansaço e peso nas pernas, melhor em movimento do que a perna parada, calor, podendo evoluir para câimbra.

Mulheres têm mais chance de desenvolver varizes: em torno de 3 mulheres para 1 homem.


Causas das varizes

Sedentarismo, cigarro, bebida alcoólica, obesidade alterações hormonais são fatores de risco para o aparecimento de varizes. Infelizmente, o maior fator de origem de varizes, é o DNA. Elas são uma herança genética, com 80% de chances dos filhos herdarem dos pais. 

A gestação também acaba complicando ainda mais as varizes, por conta da progesterona e da veia cava. Esta veia está localizada na barriga, do lado direito do corpo. Na gestação, um útero dilatado + um bebê sentado em cima dela resulta em pressão para baixo. Por isso, é aconselhável que a mamãe  deite do lado esquerdo, para aliviar a pressão. Isso ajudará no retorno do sangue, pois fará uma descompressão. 


Quando tratar as varizes: antes ou depois da gestação? 

Pacientes que já possuem sintomas, refluxo e/ou varizes devem ser tratadas antes da gestação, pois durante a gestação isso vai piorar.

Paciente que tem apenas vasinhos, deve esperar para fazer o tratamento após a gestação.

É interessante fazer uma consulta com um vascular para avaliação.



Complicações das Varizes

Varizes não tem cura, mas tem controle. O acompanhamento anual com um vascular é indispensável, especialmente se há histórico de varizes na família. É uma doença crônica, ou seja, tem evolução e pode complicar.

O exame clínico e de imagem, através de ecodopler, dará o diagnóstico - se tem varizes ou não, qual o calibre, qual a real situação da circulação da paciente. É indolor, não tem radiação nem é invasivo. Pode ser feito em gestantes, sem problemas.

Podem ocorrer complicações das varizes, como flebite e trombose.

Flebite: A flebite é uma inflamação das varizes - forma um cordão vermelho na perna. Quando é muito protuberante, pode acontecer de sangrar quando a pessoa bate a perna e a pele arrebenta. Neste caso, há a possibilidade de abrir uma ferida, que pode aumentar e formar uma úlcera, que pode durar anos e anos sem fechar. 

Manchas: Em decorrência do volume de sangue que não consegue subir, podem aparecer manchas escuras nas pernas, formadas pelo componente M do sangue, que tem a cor marrom e vai extravasando para a pele, causando manchas.

Trombose: A trombose é a formação de um coágulo no sangue (trombo) que obstrui ou dificulta a circulação de um vaso sanguíneo qualquer. A depender do local afetado e da extensão do quadro, os sintomas da trombose envolvem inchaço, vermelhidão, limitação de movimentos, dor, etc. Pode ocorrer que um desses coágulos se desprenda e "viaje" pelo corpo,  podendo causar tromboembolismo pulmonar ou mesmo um AVC.

Por isso é tão importante haver uma acompanhamento anual com um vascular.



Dicas da Vascular para as Gestantes  

Em geral, 80% das gestantes terão algum tipo de edema durante a gestação. Os inchaços deverão aparecer a partir do segundo trimestre da gestação. No terceiro trimestre, varizes podem surgir e quem já as tem, terá mais desconfortos, podendo até haver complicações. 

Após o parto, o organismo da mamãe, que estava acostumado com muito líquido, precisa dar vazão a tudo isso e é bem comum que haja demora nesta adaptação, causando um grande inchaço nas pernas, pés e tornozelos por alguns dias após o parto (mesmo que a mamãe não tenha inchado durante a gestação). 

Por isso, aqui vão algumas dicas preciosas:

- Se a futura mamãe precisar ficar de barriga para cima, por conta de azia ou outra dificuldade, deve tomar cuidado para não comprimir a veia cava. Neste caso, deverá colocar um travesseiro alto, de preferência em forma de cunha, que encaixa no seu tronco. 

- Gestantes que vão viajar devem usar meia compressiva para evitar trombose. Há meias específicas para viagem no mercado que o vascular pode indicar.

Além disso, as dicas de ouro são:

- Controlar o peso durante a gestação

- Fazer repouso diário com as pernas para cima

- Consumir muita água e fibras para evitar "intestino preso" e hemorroidas

- Não usar sapatos/meia apertados

- Fazer atividades físicas, de preferência na água - além de não ter impacto, a pressão hidrostática da água auxilia em favor da gestante

- Fazer drenagem linfática - que vai drenar o acúmulo de líquidos 

- Usar de medicação, tanto via oral como tópica, indicada pelo médico vascular

- Usar meia, indicada pelo médico vascular

Há vários tipos de meia, com diferentes tamanhos, que devem ser escolhidas de acordo com cada gestante, sob orientação médica. Há meias até o joelho (que auxiliam em torno de 80% do retorno), até a coxa ( 90%) e na barriga (quase 100%).  Há também meias de diferentes cores, diferentes materiais (hipoalergênicas), específicas para esportes, específicas para verão / inverno, entre outras possibilidades. 

Mulheres que ficam muito tempo em pé ou muito tempo sentadas ou que apresentam sintomas de cansaço / dor nas pernas devem procurar um vascular para indicar uma meia sob medida.  


Para assistir a esta live novamente:

https://www.instagram.com/p/CP_ltQ6Fy3Y/


Para contatar a Dra Anna Carolina Botti de Oliveira:

@annacarolbotti.vascular

https://www.instagram.com/annacarolbotti.vascular/


Consultório:

Clínica Competenza Medicina Especializada

competenza.med.br

Rua Visconde do Rio Branco, 1488 - sala 611 - Centro - Curitiba - PR

Fone: (41) 98427-6683



sexta-feira, 4 de junho de 2021

Doação de medula óssea: ninguém é tão pobre que não possa doar, nem tão rico que não possa receber

Jaqueline Morcelli, Juliana Pereira e o pequeno Davi participaram da live sobre doação de medula óssea promovida pelo CEMUC, sob o comando de Rossana Franke de Oliveira


A live do dia 04 de junho de 2021 promovida pelo CEMUC tratou do tema: doação de medula óssea e teve como convidadas Jaqueline Morcelli, biolóloga do HEMEPAR - Centro de Hematologia e Hemoterapia do Paraná e Juliana Pereira, designer, mãe do Davi, criança com 5 anos que está em tratamento de leucemia e em fase de busca de doador de medula óssea.

A mamãe Juliana contou que o Davi até 2 anos e 9 meses era uma criança normal. Num belo dia apareceu uma íngua debaixo da orelha. Ela fez o exame no mesmo dia no hospital Pequeno Príncipe e no dia seguinte já recebeu a ligação do hospital chamando para uma punção da medula, que estava com 87% de blasto. Imediatamente foi iniciado o tratamento, seguindo os diferentes protocolos, inclusive quimioterapia e ele melhorou. Quase três anos depois apareceu inchaço nos testículos que acusaram a recidiva (reaparecimento) da doença. Muito provavelmente ele precisará de um transplante de medula óssea para ser curado.

Jaqueline Morcelli esclareceu que medula óssea é um líquido esponjoso que está no interior dos nossos ossos. Ela produz as células sanguíneas e as joga em nossa corrente sanguínea. É a produtora de células- tronco. Explicou que "muita gente tem medo de se cadastrar para doação porque confunde medula óssea com medula espinhal (que é um tecido nervosos que está dentro da nossa coluna). Acham que será retirado líquido da medula espinhal e ficarão paraplégicos... ledo engano. A medula óssea está dentro dos nossos ossos, bem longe da medula espinhal."

No caso do Davi, as células são jogadas na corrente sanguínea antes de estarem prontas (ainda imaturas) - são os blastos - que causam a leucemia. (LLA). Aqui no Brasil, a resposta aos tratamentos deste tipo de câncer é na base de 70% de chances. Em países mais ricos, é de 80%. Em países pobres não passa de 20%. Por isso as chances dele são grandes.

Desde que recebeu o diagnóstico, o Davi recebe a quimio via catéter. Ele está seguindo o protocolo: 1 semana em casa, 1 semana no hospital. A quimio mata as células doentes, mas também as saudáveis, por isso a imunidade dele é muito baixa. Não pode comer nada de fora (só comida caseira), a higienização é muito forte, não pode comer quase nada cru... são muitos cuidados por conta de sua baixa imunidade.

O transplante de medula óssea é a substituição de uma medula doente. O paciente vai receber uma altíssima dose de quimio para "matar" a medula dele e será inserida uma nova medula em seu corpo.

Dependendo da doença, essa nova medula pode ser do próprio paciente. Neste caso, não apresentará problema de compatibilidade. No caso da leucemia, isso não é possível. A medula doadora pode ser advinda um familiar (50% de chance do pai e 50% de chance da mãe). Chance de irmão ser compatível: 25%. Se não tiver irmão compatível, a busca é na família, cuja chance é em torno de 5%. Se não encontrar, a busca passa para o banco REDOME - Registo Nacional de Doadores Voluntários de Medula Óssea e também pode ir para busca em bancos internacionais. Hoje no Brasil, 30% dos transplantes não aparentados, vem de bancos internacionais.

Cada um que se cadastra passa a fazer parte deste REDOME. O Brasil é o 3º maior banco do mundo - Nos Estados Unidos são 8 milhões de doadores. Na Alemanha são 7 milhões. Em seguida vem o Brasil com pouco mais de 5 milhões de pessoas cadastradas como doadores.


Tipos de Doação

A bióloga Jaqueline explicou que há três tipos de doação:

1- Sangue do cordão umbilical - hoje há 13 bancos no Brasil. Guarda-se o sangue do cordão umbilical para um possível uso no futuro, porém a manutenção deste material é é muito cara, por isso a tendencia é diminuir esta forma de doação. 

2- Punção: neste procedimento de doação, o doador é anestesiado em centro cirúrgico e são feitas punções - em torno de 8 furinhos do osso hilíaco (da bacia). É o procedimento mais utilizado no Brasil. 

3- Sangue periférico - é similar a uma doação de sangue - o doador toma um medicamento por 5 dias que aumentará a produção de células-tronco dentro da sua medula, que são lançadas na corrente sanguínea e a doação é feita a partir de uma punção no braço, numa técnica chamada aferese - o sangue passa por uma aparelho, o componente sanguíneo que se necessita é separado e removido e o restante volta para o doador.  

Cabe ao doador escolher como quer doar: por punção ou sangue periférico. 


Compatibilidade

Para saber se uma pessoa é compatível ou não, é feito um teste HLA - dá um resultado genético tanto do doador como do paciente. O resultado do doador vai para o REDOME. O resultado do paciente vai para o REREME - Registro Nacional de Receptores de Medula Óssea.  A busca tenta dar um "match" para ver se pode dar seguimento a esta doação. O ideal é ter 100% de compatibilidade. 


O Dia a Dia de uma criança a espera de doação de medula óssea

Como é o dia a dia do Davi no hospital? Segundo a mamãe Juliana, cada vez que vai para o hospital, o Davi leva os seus bonecos, lápis de cor, tintas, embalagens para montar estruturas, como "casas para lagartixas", mas na maior parte do tempo, ele precisa ficar parado (por causa do cateter, recebendo soro e medicação). Então dedica muito tempo assistindo vídeos. 

Também recebe visitas no hospital, com quem ele gosta de conversar. A mamãe prepara 3 mochilas para que ele tenha novidades o tempo todo durante o período de internação no Hospital Nossa Senhora das Graças, onde faz o  seu tratamento. Com apenas 5 anos de idade, ele já entende sua real situação e quer sempre saber a verdade: quantos dias ficará no hospital, quantos dias poderá ficar em casa, qual o tamanho da agulha, entre outras perguntas, que a mamãe faz questão de responder.

Segundo Juliana, "é uma rotina intensa, precisa de muita criatividade e dedicação da mãe e de toda a família para que o tempo passe com base na verdade e no amor. "

Durante a live, que aconteceu enquanto Davi estava no hospital, ele apareceu para mandar beijo a todos, em um momento de muita ternura e emoção.


Quantidade e perfil de doadores

Segundo a bióloga Jaqueline Morcelli, do Hemepar, "hoje há 850 pacientes aguardando um doador compatível. Por isso é necessário ter mais doadores".

De 18 a 54 anos e 11 meses é a idade para ser doador de medula óssea. 5.350.000 doadores cadastrados no REDOME. Em 9 anos, vai-se perder 1 milhão de doadores. Ficam no REDOME até 60 anos de idade. Na pandemia houve uma queda de 40% nos cadastros de doadores, pois era possível fazer a coleta em universidades e empresas. 

O padrão de cadastro no REDOME é 70% de mulheres brancas. Muitas pessoas se cadastram e nunca são chamadas. É necessário ter um receptor compatível, que é de 1 para 100.000. Há casos de pessoas que já puderam doar duas vezes. Outros jamais conseguirão ser chamados. Se for compatível, o hemocentro vai entrar em contato por telefone para que a pessoa volte e faça um novo teste para confirmar a compatibilidade.

Em 2016, em Curitiba e Região Metropolitana, foi-se perdido 38 doadores compatíveis, que não foi possível encontrá-los por causa de telefones. Após a entrada do hemocentro nas redes sociais, isso diminuiu muito, porém, mesmo assim em 2020, 4 doadores não conseguiram ser localizados. Pessoas mudam de celular, email, endereço, etc, por isos é muito importante atualizar os dados cada vez que um deles muda.

Para atualizar os dados: basta entrar no google e digitar - atualização de dados no redome


Fatores que dificultam a doação

Um dos fatores é mistura genética que é muito grande aqui no Brasil, por isso é muito mais difícil de conseguir medulas compatíveis.

O segundo fator é a falta de atualização cadastral é outro fator que dificulta a doação. O REDOME fica a procura da pessoa, que mudou de telefone, endereço, etc e não consegue contato.

Para atualizar os dados: basta entrar no google e digitar - atualização de dados no redome

O terceiro fator é o arrependimento. É comum a pessoa se cadastrar num determinado período e depois se arrepender. Ela faz o cadastro para tentar ajudar um amigo ou parente que precisa. Os anos passam quando é chamada, tempos depois, para ajudar outra pessoa, não quer mais doar.

O quarto fator é a família. Muitas famílias, por desconhecimento sobre o assunto, acham que a pessoa não deve doar e passam a pressioná-lo a não fazer.

O quinto e pior fator é cadastro fake. Pessoas se cadastram, apenas para ter vantagens, como por exemplo, não pagar inscrição em concursos públicos. Dão dados falsos e jamais serão encontrados, no caso de um match. Por isso o HEMEPAR, o REDOME e outras entidades sérias são contrárias a qualquer tipo de vantagem para doadores.


Como é feita a coleta para a pessoa ser candidata a doação

Para ser um candidato à doador, a pessoa deve ter idade entre 18 a 54 anos, 11 meses e 29 dias. Deve entrar em contato com o HemeparO cadastro para doação independe de agendamento. O horário de atendimento é das 08 às 18h.

Ao chegar ao Hemepar, o doador irá preencher um cadastro e será coletada uma amostra com apenas 4 ml de sangue. Este sangue vai receber um código (HLA) que será inserido no REDOME e ficará lá até que este doador complete 60 anos de idade. 

A cada candidato novo para doação de medula óssea, vai-se buscar nos arquivos REDOME para ver se há compatibilidade. É preciso esclarecer que não existe um banco de medula, mas sim um banco de sangue com um código - HLA. Se nas buscas, der "match", esta pessoa será contactada para voltar ao Hemepar ou outro banco e fazer novos exames para, só depois disso, poder doar a medula óssea.  

Não há custo para o doador. Se ele estiver em outra cidade ou país, quem viaja é a bolsa com o líquido. Se, por acaso, ele precisar viajar, todos os custos serão cobertos. 

Outro esclarecimento importante é que a doação não é dirigida para determinada pessoa. Ela será para quem for compatível.

No mundo ocorrem cerca de 300.000 casos de leucemia por ano. O Davi é um desses casos. A mãe Juliana está passando por isso com o apoio da família, dos amigos, seguindo a vida, com uma grande rede de apoio. Na 1a. semana, quando soube do diagnóstico, ela chorou muito. Três anos de tratamento, a cura havia chegado e não tinha consciência de que a doença talvez pudesse voltar. Quando a leucemia voltou, ela se sentiu muito abalada, mas sua fé a tem sustentado e suas palavras durante a live e mesmo no dia a dia têm sido sempre inspiradoras e motivadoras para outras mães que passam por este desafio.


Como é feito o transplante

Há duas maneiras de fazer o transplante de medula óssea:

1- Se for por punção na medula, é feita em um centro cirúrgico e o doador passará um dia no hospital. Durante o procedimento, não sentirá qualquer dor, pois estará anestesiado, com anestesia geral.  Após o procedimento, nos primeiros dias, a dor que irá sentir é como se estivesse caído sentado, de bunda no chão. Em 15 dias sua medula estará 100% normal novamente e poderá até doar de novo, se aparecer mais um doente compatível. Também não deverá sentir mais dor. Apesar da agulha ser grande, que perfura o osso, isso passa logo. O único risco é o da anestesia.

2- Se a doação for por sangue periférico, o procedimento é igual a um exame de sangue.


Custos

Dra Jaqueline reforçou a informação de que o doador nunca vai gastar um centavo em nada. Caso precise se deslocar, a ele é pago taxi, viagem, acomodação para si e seu acompanhante, hospital, exames, ou seja: tudo. Se for um profissional liberal, é dado, inclusive, uma ajuda de custo pelo período em que ficou se trabalhar. Concluiu dizendo que "a gente é feliz quando pode salvar uma vida e fazer o bem para uma família e para isso não há dinheiro que pague".


Vida após doação

Um ano e meio após a doação, caso os doador e receptor concordem, é possível que eles se conheçam. Este momento é sempre muito emocionante. O doador, após receber a doação, muda tanto que, às vezes, pode mudar o cabelo e até o seu tipo sanguíneo, entre outras muitas mudanças. A pessoa que doou cria um laço para sempre com o receptor. 

Antes da pandemia, o Hemepar promovia anualmente uma festividade de encontro entre os doadores e receptores, celebrando este momento inesquecível para todos os envolvidos.


Para encerrar esta live, a mamãe Juliane deixou uma linda mensagem para todos, dizendo que doar é um ato de amor e que é necessário amar cada vez mais. 

Ninguém é tão pobre que não possa doar, nem tão rico que não possa receber, por isso, doe medula.


Cadastro para ser doador:

O cadastro para doação independe de agendamento no HemeparO horário é das 08 às 18h - idade: 18 a 54 anos, 11 meses e 29 dias. Para mais informações, ligue: 0800 645 4555

 

Para assistir esta live novamente:

https://www.instagram.com/p/CPtjUl_FA4r/
















domingo, 30 de maio de 2021

Live sobre saúde bucal da gestante e do bebê trouxe muitas dicas e sorteio de prêmios aos participantes

 
Dra Débora Fachinelli Nishi de Souza, cirurgiã dentista


Dra Débora Fachinelli Nishi de Souza, cirurgiã dentista especialista em dentística restauradora foi a protagonista da live semanal do CEMUC, no dia 19 de fevereiro de 2021.

Iniciou o bate papo com a apresentadora Rossana Franke de Oliveira, coordenadora do Curso Parto Amoroso e apresentadora da live, lembrando que os consultórios odontológicos sempre obedeceram rígidas normas de bio-segurança e que, pós pandemia, os cuidados passaram a ser ainda maiores.

Apesar da pandemia, as grávidas devem consultar seu dentista, pois as mudanças hormonais durante o período de gestação podem interferir na qualidade de sua saúde bucal. Enjôos podem gerar dificuldade na higienização, mudanças na alimentação podem alterar o PH, além de outros fatores que podem desencadear doenças bucais que ela não tinha anteriormente. 

Por isso é importante que a gestante faça o seu pré-natal odontológico. Dra Débora salientou que este pré natal não vai fazer procedimentos de extração ou cirurgias eletivas, porém poderá fazer restaurações, profilaxia, raio X e outros procedimentos, por contar com anestésicos próprios para gestantes. Se uma gestante tem uma inflamação na gengiva, por exemplo, este processo inflamatório pode causar um parto prematuro, com todas as consequências que isso pode causar. A saúde bucal causa implicações em toda a nossa saúde geral, por isso é tão importante que ela seja  observada de perto, especialmente durante a gestação. 

O ideal é que assim que a mulher descobrir que está grávida procure o dentista para um check-up. Seis meses depois deverá retornar, pouco antes do bebê nascer.  


Dicas em relação ao enjôo:

Ao escovar os dentes ou a língua, a gestante pode ter mais enjôo. Uma dica é trocar o creme dental, para um que não faça espuma e que tenha sabor neutro. Indicou o creme dental da Curaprox. Outra dica: usar pequena quantidade - o tamanho de uma ervilha! A profissional lembrou que o que limpa os dentes ou a língua é a cerda da escova, não o creme. A dica é que a gestante dê preferência para escova  ultra macia e de alta qualidade. Mais uma vez indicou a Curaprox. Outra dica que muito surpreendeu a quem estava acompanhando a live, foi a da "escova redonda", específica para higienizara língua, que se chama tung brush. Ela é vendida com gel mentolado, específico para língua.


Dicas em relação ao fio dental:

Usar, no mínimo, 1 vez ao dia, de preferência à noite, quando há mais tempo para a gestante se dedicar à higienização. Pacientes comentam que não passam fio dental, porque, ao passar a gengiva sangra - na verdade, a gengiva sangra porque não é passado fio dental diariamente. Há também escovas interdentais, bem fininhas, que podem ajudar muito na higienização da boca e dos dentes. Uma gengiva saudável não sangra.


Dicas para escovar os dentes:

O importante é ter uma escova de qualidade, ultra macia, com cerdas arredondadas com grande quantidade. Ela não deve ser usada com força. Deve ser inclinada, encostando na gengiva e fazer um leve movimento vibratório por 5 segundos e de varredura, vindo de trás para frente. Varre 5 seg em cada dente. Uma boa escovação dura em torno de 6 minutos para remover a placa bacteriana sobre os dentes, o que poderá ocasionar cárie e gengivites. Se usar cremes dentais com pouca espuma, não precisa enxaguar.

O jato de água remove resíduos de alimentos, mas não consegue remover a placa bacteriana.

Escova com ultra som (hidrossônica) faz vibração. Elas higienizam e são indicadas para quem tem falta de coordenação motora e pacientes idosos. Nela, não deve- se fazer o movimento. Ela deve ser colocada a 45 graus sobre cada dente e ficar vibrando de um em um. Ela deve deslizar, sem haver força.



O cuidado com os dentinhos do bebê

O ideal é que o bebê possa ir ao dentista antes dos dentinhos surgirem, por volta dos três / quatro meses após o nascimento. 

Bebê recém nascido, alimentado somente com leite materno, não precisa fazer higienização.

Se dá fórmula, a mamãe deve molhar uma gaze e e limpa a boca do bebê, para evitar doenças fúngicas,

A partir dos 4 meses de vida, inicia  dessensibilização  - massagem gengival - enrola a gaze no dedo e passa sobre a gengiva no banho do bebê, para ele se acostumar como algo na boca. Também inicia o uso dos mordedores, para que a gengiva do bebê comece a se "acostumar". 


Dicas para a fase de nascimento dos dentes:

O mordedor deve ficar na geladeira (não no freezer) para aliviar a dor da erupção dos dentes.

Peitolé: coloca o leite materno numa forminha de picolé para que o bebê fique chupando. Pode também fazer picolé de frutas, como: melancia, manga, morango, etc.

Gengigel: produto para aliviar os sintomas da erupção dentária, que deixa mais maleável a superfície onde o dente vai sair. Uma pequena quantidade deve ser aplicada 3 vezes ao dia, causando alívio imediato.


Uso da escova e creme dental para o bebê

A partir dos 6 meses, quando normalmente os dentes começam a nascer, deve ser usada a escova de dentes. Quanto mais macia a escova, melhor, pois as gengivas estão muito sensíveis. A mamãe deve escovar os dentinhos do bebê com creme dental com flúor. O segredo está na quantidade, pois o bebê vai engolir. Quantidade: meio grão de arroz. 

O dentista vai acompanhar se os dentes nasceram na ordem normal, pois nascimento de dentes em ordem diversa ao padrão, poderá atrapalhar o nascimento de novos dentinhos.

De seis em seis meses, como rotina, a mãe deve levar as crianças ao dentista e, caso apareça alguma intercorrência, deve levá-la para avaliação. Uma mancha branca no dente, por exemplo, é indício de cárie. Não precisa esperar um buraco escuro para ir ao dentista.

Antibiótico x Cárie

O antibiótico causa cárie? Não. O açúcar usado no antibiótico e em todos os medicamentos, e que fica na superfície do dente é que causará cárie. Deve tomar o medicamento e escovar o dente. 


Gigi - A Girafa Sorridente

Dra. Débora salientou a boa higienização da boca, para que cada pessoa tenha o controle de sua saúde bucal. Mostrou, passo a passo, cada área para uma limpeza perfeita, deixando claro que, até os 8 anos de idade, a criança ainda não possui coordenação motora para fazer uma higienização com qualidade. Ressaltou que esta é uma tarefa de responsabilidade dos pais.

Usou a Girafinha Gigi para demonstrar como cuidar dos dentes das crianças. Lembrou que não é necessário escovar os dentes somente no banheiro. Eles podem ser escovados em outras partes da casa, desde que as técnicas de escovação sejam perfeitamente aplicadas. 

Em relação às mamães que não higienizam bem os dentes das crianças porque elas choram, lembrou que dor maior será ter que tratar de uma cárie em consultório.


Sorteio de Prêmios

Durante a live a Dra Débora Fachinelli falou 3 palavras, valendo para participar do sorteio de 3 unidades do produto Gengigel. Parabenizamos às contempladas!


Para assistir a esta live novamente, clique em:

https://www.instagram.com/p/CLfJagVgqQP/


Para contatar a palestrante: @dra.deborafachinelli

https://www.instagram.com/dra.deborafachinelli/



sábado, 29 de maio de 2021

A prática de exercícios aquáticos é, antes de tudo, uma medida de segurança para as crianças

A professora de natação para bebês Daniele Tempski ressaltou a importância dos exercícios aquáticos para a segurança das crianças


No dia 21 de maio a live semanal do CEMUC foi com a convidada Daniele Tempski, educadora física, professora de natação da Escola Amaral em Curitiba por 22 anos, trabalhando com gestantes, crianças e bebês, que trouxe muitas informações diretamente da cidade de Boca Raton, Florida, USA, onde mora há 7 anos, atuando como professora de natação para bebês e crianças.

Além de explicar sobre as vantagens dos exercícios aquáticos para as gestantes, Daniele ressaltou a importância desta prática para a segurança das crianças.

Lembrou que, segundo dados do Ministério da Saúde, no Brasil o afogamento é a segunda maior causa de morte acidental de crianças e adolescentes de zero a 14 anos e a causa número um de óbitos acidentais para crianças de 01 a 04 anos. Afogamentos que não ocorrem somente em praias ou piscinas, mas dentro de casa, em baldes ou caixas d'água.

Por isso a importância de introduzir os bebês no "mundo aquático" desde a mais tenra idade, para que se familiarizem com a água e aprendam como agir em situações de risco. 


Atividade Física para Gestantes

A atividade física, em geral, é de suma importância, especialmente agora, neste tempo de pandemia para a promoção da saúde, tanto física como mental. A professora iniciou a live lembrando que todos nós viemos da água de dentro do útero da mamãe. Quando o bebê volta para o mundo da água, ele "relembra" o conforto do mundo intrauterino, por isso estar na água dá tanto prazer.

Quando a mulher está grávida, pensa muito no bebê e, às vezes esquece de si mesma, como mulher. "O cuidado com o bebê deve começar pelo cuidado com a mãe", ressalta. 

O fato da mãe se permitir fazer um exercício, vai favorecê-la, proporcionando um momento de lazer, socialização com outras mães, melhora de sono, da qualidade física, das condições do corpo, que está mudando. Na água a gestante terá muito mais facilidade para se movimentar. 

Por vezes, ela sente-se muito pesada e, ao entrar na água vai se sentir muito mais leve e relaxada, como se alguém a carregasse, gerando grande conforto e prazer. A água também é grande auxiliadora para reduzir inchaço e dores articulares.

A futura mamãe começa a ter mais consciência corporal na água e consegue sentir melhor onde está o bebê. Esta noção corporal ajuda no equilíbrio da gestante.

A água é sensorial. Ela acalenta, conforta, massageia, permite movimentar o corpo sem muito cansaço, sem dores, sem se lesionar. É perfeita para gestantes. Estudos demonstram que gestantes que praticam atividade física tem mais chances de ter parto normal. 

É importante que a gestante observe a piscina, o ambiente em geral, quanto à limpeza, segurança e, principalmente, em relação à qualificação dos profissionais

A professora Daniele explicou que cada mulher tem suas características físicas, suas necessidades e limitações e por isso precisa ter o acompanhamento de seu médico e de um bom educador físico para praticar os exercícios indicados aos seus objetivos e seu perfil corporal e de saúde.

Os benefícios da atividade física são muitos. O ideal é que todas as pessoas praticassem exercícios como um rotina diária, visando a manutenção da sua saúde. Toda gestante que tem condições de praticá-la pode (e deve) exercitar-se, respeitando as suas limitações e com acompanhamento de  profissionais capacitados. 

A pressão, batimento cardíaco e fluxo sanguíneo de um exercício para uma mãe será em dobro para o seu bebê. Quando a mamãe pratica exercícios muito pesados, o bebê "cansa" muito mais. Por isso é preciso que exista um acompanhamento de perto. 

Há exercícios de baixo risco, médio risco e alto risco. Exercícios aquáticos oferecem baixo risco. Se a mãe quer gerar prazer, segurança, saúde para seu bebê, o ideal é praticar exercícios de baixo risco. 

Musculação é atividade de médio risco. Atividades como lutas, grandes pesos,  mergulhos, cavalgadas, esportes de contato, entre outras oferecem riscos à mamãe e, principalmente para o bebê. O momento de gestação é tão único, tão especial, que não deve ser permeado por riscos.

Quanto a frequência do exercício, o ideal é a rotina diária. Se não puder, 3 vezes por semana. Se não puder, 1 vez por semana. O importante é não parar. Antes e após o exercício, a mulher deve observar o ambiente e a si mesma: se é um ambiente seguro, limpo, tranquilo, adequado e a si mesma, se não há sangramento ou cansaço extremo ou qualquer outra alteração, sempre lembrando de ter consigo sua água e sua alimentação para que se mantenha hidratada e nutrida.




Atividade Física para Bebês

O primeiro momento da mamãe com o bebê no meio liquido é o banho. Esta é a primeira aula de natação dele. Se a mamãe consegue conectar o bebê com a banheira, a água quentinha, fazendo esta introdução de uma forma amorosa, calma, segura, com alegria, esta será a relação que esta criança terá com o meio aquático quando for a uma piscina ou praia. 

Neste primeiro momento é importante que o bebê não se assuste com o barulho da água, com muita água espirrando... ele precisa ter um tempo. Em geral, o bebê chora para tomar banho. Ele ainda está desenvolvendo os reflexos e tem seu tempo para amadurecer. Tudo precisa ser feito com muita paciência e delicadeza. 

Aos poucos o bebê vai se desenvolvendo. A mamãe deve aproveitar cada minuto desta experiência, cantando, brincando, dando segurança e suporte para que haja uma conexão afetiva entre os dois e, quando o bebê for para uma piscina com a mamãe, ele vai lembrar deste momento prazeroso.

É necessário que haja ambientação aquática. A pessoa deve estar confortável no meio líquido. A criança que tem medo do chuveiro, não está preparada para iniciar aula de natação. O tempo ideal de ir para a aula de natação é diferente para cada família e cada criança.

A professora Daniele deu várias dicas. Uma delas é que a mãe deve deixar a água escorrer pelo rosto do bebê, de cima para baixo, sem precisar secar imediatamente, para que ele possa se familiarizar com esta sensação. 

Outra dica é que a família deve observar as condições da piscina: limpeza da água, bóias, filtros, quebras de borda ou de piso na piscina, pois todos esses fatores podem causar acidentes.


Segurança

Daniele salientou a importância da segurança, lembrando que o Brasil é o terceiro país do mundo onde ocorrem acidentes fatais com crianças por afogamentos e que, nem sempre esses afogamentos acontecem em praias, rios ou piscinas, mas sim em banheiras e baldes, dentro de casa.

É necessário saber que toda criança está sob a responsabilidade e deve ser supervisionada por um adulto, especialmente em ambiente com água. O afogamento não é acidente, mas incidente, porque ele pode ser prevenido.

Dicas: 

- Se a residência tem piscina, feche a piscina: coloque alarme, cadeado, o que for necessário para que a criança jamais entre sozinha.

- Se a família está numa festa com várias pessoas e crianças na piscina, determine turnos de cuidado - aquele que foi escalado para cuidar, não pode ficar batendo papo, lendo revista ou olhando celular - precisa cuidar. Depois passa para outra pessoa esta atribuição e assim por diante, senão um acha que o outro estava olhando e ninguém cuida efetivamente.

- Mesmo que a criança saiba nadar, precisa estar a distância de 1 braço do adulto. Não dá para ficar tomando cerveja lá longe e dar uma olhadinha de vez em quando.

- A boia não é equipamento de segurança - é equipamento de salvamento, no caso de cair de um barco, por exemplo. Ela pode furar, a criança pode virar de cabeça para baixo e não conseguir voltar, a criança pode tirá-la para ir ao banheiro, esquecer que tirou e voltar para a água, sem perceber que está sem ela, entre outras situações. Não confie que a criança vai saber o que fazer sozinha. A responsabilidade é da família.

- Crianças com cabelos compridos devem mantê-los presos ou com touca ao entrar na água, pois a criança fica incomodada com o cabelo na face e acaba usando os braços para isso, largando da borda da piscina.

- Ao sair do banho, hidrate a pele e beba água

 

Idade para aprender a nadar: 

De 0 a 4 anos, a criança aprende habilidade aquáticas - onde pode pular, como entrar / sair da piscina, noções de respiração, noções de braçadas e pernadas, entre outras.

Ao levantar o braço do bebê, percebe-se que ele não ultrapassa a linha da cabeça. Igualmente, ainda não há maturação óssea, maturação pulmonar, desenvolvimento motor, como equilíbrio, flutuação, entre outras habilidades.

Por isso, é importante respeitar o tempo de desenvolvimento da criança. Aquela que está na piscina desde os 9 meses terá muito mais facilidade para aprender a nadar, em relação a aqueles que iniciam após os 4 ou 5 anos, mas nem por isso ela vai conseguir aprender a nadar em meia duzia de aulas.

Na aula de natação, com muita criatividade, todas as áreas do cérebro do bebê são estimuladas. Não se faz movimento pelo movimento, pois isso não contribuirá para o desenvolvimento integral desta criança. As cognições do cérebro precisarão ser ativadas de uma forma lúdica.

Tudo que se faz com prazer, gera aprendizado e estímulo para novo prazer e novo aprendizado. Por isso aulas de exercícios físicos não podem ser apenas repetitivos para uma criança. Isso não gera prazer. Por isso a aula utiliza cores, música, arcos, bolas, todo tipo de estímulo para que a criança seja envolvida por um conjunto de prazer.

Em geral, crianças que começam aulas de natação com 9 meses, aos 4 anos já conseguem se deslocar no meio líquido, virar, se direcionar, de forma lúdica e prazerosa, com consciência do que está fazendo. É muito importante que toda criança aprenda a nadar, pois durante toda a vida enfrentará situações de água.

Este olhar humanizado e amoroso na prática do exercício físico foi a tônica desta live maravilhosa. O CEMUC incentiva o estilo saudável de vida para toda a família e os exercícios aquáticos são uma excelente opção para a integração da família com atividades aquáticas, mas com muita segurança.


Para assistir a esta live novamente, acesse:

https://www.instagram.com/p/CPJf3flldLx/


Contato com a Educadora Física Daniele Tempski: 

@danielecristinapradotempski

https://www.instagram.com/danielecristinapradotempski/


sexta-feira, 28 de maio de 2021

O olhar amoroso e integral da medicina de família & comunidade em relação à gestante

 

Live com a Médica de Família & Comunidade Dra Daiane Maria Cordeiro


No dia 28 de abril é comemorado o Dia Internacional de Ação pela Saúde das Mulheres, trazendo à luz a discussão sobre a defesa do pleno exercício dos direitos sexuais e dos direitos reprodutivos das mulheres. A data foi referendada pela Organização Mundial de Saúde (OMS) com definição de estratégias de combate a mortes maternas. 

O Ministério da Saúde, desde 2003, desenvolve ações preventivas por meio da Comissão Nacional de Mortalidade Materna e do Pacto Nacional pela redução da morte materna e neonatal, do qual 25 estados brasileiros são signatários. 

Nesta data o CEMUC convidou a Dra Daiane Maria Cordeiro, médica de família & comunidade, membra dos grupos de trabalho de Mulheres na Medicina de Família & Comunidade, que atua no SUS na cidade de Diadema, São Paulo, para a live semanal do Curso Parto Amoroso para falar sobre o cuidado da gestante à luz desta especialidade.

Dra Daiane explicou que a medicina de família & comunidade é um formato que vem crescendo muito no Brasil através do SUS.  Neste formato, os pacientes moram perto da unidade de saúde e o médico trabalha naquela área, atendendo a todos os membros daquela família, do bebê ao vovô, não se limitando apenas à gestante. 

Sua base de atuação é a comunicação. A médica precisa transmitir e entender todo o contexto de cada membro da família para juntos conversarem e chegarem a um acordo sobre como cuidar da saúde e não apenas tratar de doenças. O encontro consiste em ouvir o que os pacientes têm a dizer. Sempre que tiver uma dúvida ou angústia, a médica de família deverá ser o apoio que os pacientes precisam.

Educar a família inteira, a comunidade inteira faz com que se possa prevenir as doenças nesta comunidade, tanto as que são individuais, como as que são adquiridas no ambiente. 

A médica de família & comunidade acompanha a família crescer fase a fase, olha para a pessoa como um ser completo e não apenas como um conjunto de órgãos que ficam doentes, busca compreender a sua realidade, tenta conhecer os fatores que a fazem adoecer no contexto social e o quanto isso repercute dentro desta pessoa, olhando "além do corpo" .

Aos poucos, a médica vai conhecendo membro a membro da família. Cada um conta um pouco do contexto e vai-se "unindo" as histórias de cada um para entender o contexto da família como um todo. As pessoas vão se conectando e a médica passa a fazer parte daquela comunidade também. A equipe, formada pela médica, enfermeira e agentes de saúde acaba, no final, formando uma grande família.


O cuidado da gestante pela medicina de família & comunidade

Na processo de gestação, quando a mulher recebe a informação de que está grávida, a médica começa a "construir" esta relação com a paciente, definindo os próximos passos. Nas consultas, a médica tenta entender como foi a gestação / parto da mãe, da avó, das mulheres da família, pois isso tudo pode ter grande influência nesta gestante: medos, traumas e marcas que podem influenciar.

Há também consultas com o pai, para orientá-lo. Assim que o bebê nasce, a família toda comparece à primeira consulta e este apoio vai se estendendo. Durante as primeiras semanas de vida, a enfermeira da unidade de saúde passa a visitar a família para acompanhar e orientar os primeiros dias do bebê em casa. A equipe formada por médica, enfermeira e agentes de saúde passa a acompanhar a criança dali em diante, juntamente com os demais membros daquela família.

Dra Daiane ressaltou que, além de se olhar como gestante, é importante a futura mamãe olhe para si mesma como mulher, cuidando de sua saúde para que possa enfrentar sua nova realidade, agora neste novo papel como mãe. Também falou sobre vacinação para gestantes e sua importância, tanto em termos de covid como de outras doenças. Orientou que cada gestante deve conversar com seu médico para que a decisão seja tomada em parceria com ele.

Durante a live, mencionou também a importância do teste do pezinho, que a partir de agora foi expandido. "Este teste é o primeiro exame que a criança faz. É de suma importância para diagnosticar doenças, prevenir e planejar ações, resultando em menos repercussões negativas", concluiu. 

Com muito amor ao falar sobre profissão, dra Daiane deu um show de simpatia e conhecimento, contando que saiu de Curitiba, onde se graduou em medicina pela Faculdade Evangélica, para se especializar na área de medicina de família em São Paulo, mas que, ainda pretende voltar à nossa cidade. Esperamos por você de braços abertos!


Para assistir esta live:

https://www.instagram.com/p/CPbgS0UlSZ8/


Contato com a convidada: @ daiane.mcordeiro

https://www.instagram.com/daiane.mcordeiro/

domingo, 16 de maio de 2021

CEMUC participa da Carreata das Mamães promovida pelo Rotary D4730 que arrecadou 400 kg de alimentos para a Maternidade Mater Dei

Saída da Carreata das Mamães na Praça do Expedicionário

fotos by Bliss Fotografia


Numa tarde festiva, repleta de alegria e solidariedade, aconteceu a Carreata das Mamães, promovida pela Comissão da Mulher em Rotary, celebrando o Dia das Mães e o Dia Internacional da Família.

Além do companheirismo, esta carreata arrecadou alimentos para a Maternidade Mater Dei, totalizando 400 kg, entre feijão, arroz, macarrão, farinha de trigo, óleo de soja, além de fraldas descartáveis.

Cerca de 30 carros, enfeitados com balões, borboletas, corações e mensagens carinhosas se concentraram na Praça do Expedicionário, saindo para a sede do Distrito 4730 de Rotary Internacional, onde os representantes da Maternidade os esperavam com muita gratidão.

Na carreata estiveram presentes representantes de diversas entidades, entre elas: CEMUC - Centro de Apoio às Mulheres e ao Casal Grávido, SEJUS - Secretaria Estadual de Justiça, Família & Trabalho, AMM/PR - Associação de Mulheres Médicas Regional Paraná, Amigos dos Carros Antigos, além dos companheiros de Clubes de Rotary, Rotaract, Interact e os responsáveis pela Maternidade Mater Dei.

Toda a movimentação foi registrada pelos clics da fotógrafa voluntária Joseane Flor, da Bliss Fotografia e gravada pela equipe da One Drone, com imagens aéreas e terrestres, ficando a cobertura jornalística a cargo da Band TV.

Após a entrega das doações, houve um momento muito especial para o CEMUC, no qual a Dra Virginia Merlin recebeu o Troféu Dr Walmyr Maingué, concedido pelo Rotary Clube Bom Retiro, como Profissional de Saúde Destaque do Ano. 















A kombi da Maternidade Mater Dei ficou no estacionamento da sede do Distrito 4730 de Rotary Internacional, aguardando pelos carros e suas doações. Irmã Iracema Vujanski, diretora de maternidade, recebia cada sacola com gratidão, entregando a cada doador uma medalha de Nossa Senhora.

O motorista da kombi e o Sr Paulo Zaias, relações públicas da maternidade junto às empresas doadoras tiveram muito trabalho para receber e acomodar odas as doações.

Todos os participantes respeitaram as regras de distanciamento e uso de máscara. Alguns fizeram questão de descer de seus carros e registrar este momento, juntamente com os representantes da maternidade.

A Band TV registrou as entrega das doações, entrevistando a Irmã Iracema, em nome da Maternidade Mater Dei, a Sra Lurdinha Persicotti, em nome da Comissão das Mulheres em Rotary e a publicitária Priscila Gonzalez Tenfen, voluntária do CEMUC e do Rotary, uma das idealizadoras deste evento.
















Participação do CEMUC

O CEMUC arrecadou e entregou mais de 100 kg de alimentos e centenas de fraldas, através de doações dos alunos dos Cursos Parto Amoroso & Mamãe eu Quero Mamar. Também entregou um exemplar da empresa parceira "Acesso Médico" para cada participante da carreata.

"Usamos nossos meios de comunicação para divulgar este evento e convidamos alunos, empresas parceiras e colaboradores para unir esforços nesta corrente do bem" festejou Dra Virginia Merlin, concluindo: "A parceria entre o Rotary e o CEMUC vem de longa data com várias ações muito relevantes para a comunidade, especialmente para as famílias grávidas".

Uma das entidades parceiras do CEMUC é a ASRC - Associação das Senhoras de Rotarianos de Curitiba, que recebe lãs e fraldas provenientes das doações de nossos alunos e as transformam em loindos enxovais. Mesmo na pandemia, as tricoteiras continuam trabalhando e doaram os enxovais para esta ação solidária.









Entrega do Prêmio Walmyr Maingué para Dra Virginia Merlin

Logo após a saída da kombi lotada de doações, o presidente do Rotary Clube Bom Retiro, Evandro Rodrigues Correa, fez a entrega do Troféu Walmyr Maingué para a Dra Virgínia Merlin, como profissional de saúde destaque pelo trabalho realizado em prol da comunidade. 

Junto do presidente, estava presente também o filho do Dr Walmyr Maingué, Dr José Maingué, também médico, pertencente ao Rotary Clube Bom Retiro, que relembrou com saudades do tempo que ele, como neuro cirurgião, era acompanhado por estudantes de medicina em suas cirurgias, dentre eles, a então acadêmica Virginia. 

A escolha da Dra Virgínia foi feita por uma comissão de representantes do clube e do distrito, após análise de currículo dentre onze profissionais indicados: médicos, dentistas, veterinários e nutricionistas. O anúncio do prêmio foi feito em sessão solene, realizada pela internet, no dia 27 de abril e a entrega do troféu foi programada para o mesmo dia da carreata, fechando este evento com chave de ouro.