quinta-feira, 21 de julho de 2016

Quando nasce um bebê, nasce uma mãe também

...quando nasce um bebê, nasce uma mãe também...
Dizem: quando nasce um bebê, nasce uma mãe também. E um polvo. Um restaurante delivery. Uma máquina de chocolate prontinho. Uma mecânica de carrinhos de controle remoto. Uma médica de bonecas. Uma professora-terapeuta-cozinheira de carreira medíocre. Nasce uma fábrica de cafuné, um chafariz de soro fisiológico, um robô que desperta ao som de choro. E principalmente: nasce a fada do beijo.
Quando nasce um bebê, nasce também o medo da morte - mães não se conformam em deixar o mundo sem encaminhar devidamente um filho.
Não pense você que ao se tornar mãe uma mulher abandona todas as mulheres que já foi um dia. Bobagem. Ganha mais mulheres em si mesma. Com seus desejos aumentam sua audácia, sua garra, seus poderes. Se já era impossível, cuidado: ela vira muitas. Também não me venha imaginar mães como seres delicados e frágeis. Mães são fogo, ninguém segura.

Se antes eram incapazes de matar um mosquito, adquirem uma fúria inédita. Montam guarda ao lado de suas crias, capazes de matar tudo o que zumbir perto delas: pernilongos, lagartas, leões, gente.
Mães não têm tempo para o ensaio: estreiam a peça no susto. Aprendem a pilotar o avião em pleno voo. E dão o exemplo, mesmo que nunca tenham sido exemplo. Cobrem seus filhos com o cobertor que lhes falta. E, não raro, depois de fazerem o impossível, acreditam que poderiam ter feito melhor. Nunca estarão prontas para a tarefa gigantesca que é criar um filho - alguém está?
Mente quem diz que mãe sente menos dor - pelo contrário! Ela apenas aprende a deixar sua dor para outra hora. Atira o seu choro no chão para ir acalentar o do filho. Nas horas vagas, dorme. Abastece a casa. Trabalha. Encontra os amigos. Lê - ou adormece com um livro no rosto. E, quando tem tempo pra chorar - cadê? -, passou. A mãe então aproveita que a casa está calma e vai recolher os brinquedos da sala. "Como esse menino cresceu", ela pensa, a caminho do quarto do filho. Termina o dia exausta, sentada no chão da sala, acompanhada de um sorriso besta.
Já os filhos, ah filhos fazem a mãe voltar os olhos para coisas que não importavam antes. O índice de umidade do ar. Os ingredientes do suco de caixinha. O nível de sódio do macarrão sem glúten. Onde fica a Guiné-Bissau. Os rumos da agricultura orgânica. As alternativas contra o aquecimento global. Política. E até sua própria saúde. Mães são mulheres ressuscitadas. Filhos as rejuvenescem, tornando a vida delas mais perigosa - e mais urgente.
Quando nasce um bebê, nasce uma empreiteira. Capaz de cavar a estrada quando não há caminho, só para poder indicar: "É por ali, filho, naquela direção".
Texto: Cris Guerra 

domingo, 3 de julho de 2016

Grupo de Tricô "Mãos que Aquecem" recebe lãs doadas por alunos do CEMUC e as transforma em lindas mantas

O Grupo "Mãos que Aquecem" recebeu com alegria a doação dos alunos do CEMUC

O Grupo de Tricô "Mãos que Aquecem" é formado por vinte senhoras voluntárias que tecem "quadrados"  em tricô ou crochê. Unidos, estes quadrados formam coloridas mantas para aquecer crianças e idosos carentes de Curitiba e Região Metropolitana.

O grupo iniciou suas atividades em meados de 2012 e, de lá para cá, as voluntárias se encontram quinzenalmente, às terças feiras, no Bairro Água Verde, em Curitiba, numa "linha de montagem" em ritmo acelerado. A produção é grande, pois não se limita apenas aos encontros. Ao longo desses 4 anos de atividades, as  "Mãos que Aquecem"  já teceram mais de 20.000 quadrados, totalizando perto de 1.000 mantas.

O trabalho é mantido através de doações da comunidade. "Aceitamos todo o tipo de lãs, até fios de malharia que, mesmo sendo bem mais finos, são enrolados manualmente até atingir a espessura desejada. Cachecóis ou blusões são desmanchados e aproveitamos seu fio. Cada novelo de lã é convertido em um quadrado.  A cada 16 quadrados, uma criança é aquecida e a cada 35 quadrados um idoso não passa mais frio", explica a voluntária Jaqueline, uma das coordenadoras do grupo.

Diversas instituições que atendem à população já receberam mantas do Grupo "Mãos que Aquecem". Por ser uma cidade onde o frio é rigoroso e o inverno muitas vezes prolongado, Curitiba conta com a solidariedade de seus habitantes que se sensibilizam com a situação das pessoas mais carentes, especialmente idosos e crianças.


1 novelo = 1 quadrado  |  16 quadrados = 1 manta infantil   |   35 quadrados = 1 manta adulto



As coloridas mantas tecidas com lãs aquecem Idosos e Crianças carentes


Neste mesmo espírito de fraternidade as doações dos alunos do Curso Parto Amoroso foram entregues na noite da última 2a. feira, dia 27 de junho de 2016 à voluntária Selma Bujokas. A generosidade de nossos alunos propiciou o repasse de diversos restos de novelos de lã, agulhas de tricô e peças de tricô para serem desmanchadas.

A eficiência do grupo foi impressionante: no dia seguinte, logo após o almoço, todo o material já estava pronto para ser tecido, enrolado em novelos. 

Noite do dia 27 de junho: entrega da doação

Tarde do dia seguinte: novelos já prontos para serem transformados em mantas

O Curso Parto Amoroso  existe desde 1955 e é 100% gratuito para a comunidade. O CEMUC - Centro de Apoio às Mulheres e ao Casal Grávido - é a entidade que o mantém e, para isso, conta com a parceria de empresas. Professores voluntários orientam futuras mamães e papais sobre a gestação, parto, amamentação e cuidados com o bebê. Como forma de retribuição deste trabalho, o CEMUC pede aos alunos a doação de novelos de lã e fraldas e serem repassados a instituições beneficentes. 

Neste mês de junho, que foi um dos mais frios dos últimos anos, o CEMUC destinou esta doação ao Grupo Mãos que Aquecem por reconhecer a importância do trabalho desta equipe para aplacar o frio que tem sido rigoroso em nossa cidade. "Sabemos que estes novelos serão transformados em lindas mantas para aquecer idosos e crianças", disse a coordenadora do CEMUC, Dra Virgínia Merlin, que complementou: "Os quadrados representam cada um de nós que, sozinho, não consegue fazer muito, porém unidos, podemos transformar e salvar vidas ... cada um com seu talento é diferente do outro, tem seu próprio colorido e a beleza está nesta diversidade. O fio de lã une os quadrados, formando mantas... o fio condutor que une o CEMUC, o Grupo Mãos que Aquecem e as pessoas que recebem estas lindas mantas é o amor ".






Por ser particular, o Grupo Mãos que Aquecem não recebe qualquer tipo de patrocínio. Mantém este trabalho a partir de doações. " Não temos preferência por cor, nem data para receber, pois tricotamos o ano todo. Todas as doações são muito bem-vindas", explica a voluntária Selma Bujokas.

Para quem quiser colaborar com doações de lãs, fios, peças e agulhas de tricô, os contatos são:  

Grupo Mãos que Aquecem
(41)3233-1507 - Selma 
(41)3244-9061 - Jaqueline

quinta-feira, 30 de junho de 2016

Receita de Menino

Este poema é perfeito para Mães de Menino 

Receita de Menino
 
Junte duas colheres de sorriso com duas xícaras de gargalhada.

Vá mexendo e acrescente cheiro de terra molhada misturada com cheiro de chicle de bola.

Acrescente ainda muito chocolate, um pouco de castelinhos de areia, três pirulitos de uva e um caminhãozinho de imaginação.

Deixe descansar em baixo de um pé de manga e junte aos poucos a fidelidade de um cãozinho, a rapidez de um beija-flor, a esperteza de um golfinho. E, claro, não podem faltar todas as cores do arco-íris, uma caixinha inteira de band-aids e uma bacia cheia de pipoca.

Não se esqueça de juntar a sabedoria de um monge (claro, os meninos sempre sabem de tudo) com uma pitadinha de impaciência, uma dor de barriga passageira e muita, muita amizade, que deve ser acrescentada aos poucos, logo depois de um punhado de sonho e um prato fundo de criatividade.

Não podem ser esquecidos o pião, a pipa, a bicicleta e um par de chuteiras, pois meninos não se tornam meninos de verdade sem estes ingredientes.

Por fim, junte o gostinho da vitória em uma final de campeonato, com a maravilhosa sensação de um abraço apertado.



Autor desconhecido

O tempo ... coisa rara e enigmática na vida das mães

Sábio e cínico, o tempo trará consigo o obvio

O tempo é um animal estranho. Se parece com um gato, faz o que lhe dá vontade, te mira com olhar astuto e indiferente, vai embora quando você suplica, para que ele fique e fica imóvel quando você pede por favor, para que se vá. As vezes te morde enquanto recebe carinho ou te arranha enquanto te lambe (beija).

O tempo, pouco a pouco, me liberará da extenuante fadiga de ter filhos pequenos, das noites sem dormir e dos dias sem repouso. 
Das mãos gordinhas que não param de me agarrar, que me escalam pelas costas, que me pegam, que me buscam sem cuidados, nem vacilos. 
Do peso que enche meus braços e curva minhas costas. 
Das vezes que me chamam e não permitem atrasos, esperas, nem vacilos. 

O tempo me devolverá a folga aos domingos e as chamadas sem interrupções, o privilégio e o medo da solidão. 
Acelerará, talvez, o peso da responsabilidade que ás vezes me aperta o diafragma. 
O tempo, certamente e inexoravelmente esfriará outra vez a minha cama, que agora está aquecida de corpos pequenos e respirações rápidas. 
Esvaziará os olhos de meus filhos, que agora transbordam de um amor poderoso e incontrolável.
Tirará de seus lábios meu nome gritado e cantado, chorado e pronunciado cem mil vezes ao dia. Cancelará, pouco a pouco ou de repente, a familiaridade de sua pele com a minha, a confiança absoluta que nos faz um corpo único, com o mesmo cheiro, acostumados a mesclar nossos estados de ânimo, o espaço, o ar que respiramos. 

Chegarão a nos separar para sempre o pudor, a vergonha e o preconceito, a consciência adulta de nossas diferenças.
Como um rio que escava seu leito, o tempo perigará a confiança que seus olhos têm em mim, como ser onipotente, capaz de parar o vento e acalmar o mar, concertar o inconcertável e curar o incurável. 
Deixarão de me pedir ajuda, porque já não acreditam mais que em algum caso eu possa salvá-los.
Pararão de me imitar, porque não desejarão parecer-se muito a mim. 
Deixarão de preferir minha companhia em comparação com aos demais (e vejo, isto tem que acontecer!)

Se esfumaçarão as paixões, as birras e os ciúmes, o amor e o medo.
Se apagarão os ecos das risadas e das canções, as sonecas e os "era uma vez... acabarão de repercutir na escuridão.
Com o passar do tempo, meus filhos descobrirão que tenho muitos defeitos e se eu tiver sorte, me perdoarão por alguns deles. 

Sábio e cínico, o tempo trará consigo o obvio.

Eles esquecerão, mas ainda assim eu não esquecerei. As cosquinhas e os "corre-corre", os beijos nos olhos e os choros que de repente param com um abraço, as viagens e as brincadeiras, as caminhadas e a febre alta, as festas, as papinhas, as carícias enquanto adormecíamos lentamente.

Meus filhos esquecerão que os amamentei, que os balancei durante horas, que os levei nos braços e ás vezes pelas mãos. 
Que dei de comer e consolei, que os levantei depois de cem caídas.
Esquecerão que dormiram sobre meu peito de dia e de noite, que houve um dia que me necessitaram tanto, como o ar que respiram. 
Esquecerão, porque é isso que fazem os filhos, porque isto é o que o tempo escolhe. 
E eu, eu terei que aprender a lembrar de tudo para eles, com ternura e sem arrependimentos, incondicionalmente. 
E que o tempo, astuto e indiferente, seja amável com esta mãe que não quer esquecer.


Autor desconhecido

segunda-feira, 27 de junho de 2016

Ser da área de saúde, significa ter imensa responsabilidade

Ser da área de saúde, significa ter imensa responsabilidade

Ser da área de saúde, significa ter imensa responsabilidade com pouca autoridade.
Suporta a dor que já existe a ver a dos outros e sofrer junto.
Se alegrar com a felicidade deles mesmo estando tão triste.
Você entra na vida das pessoas e faz a diferença.

Alguns te abençoam outros te odeiam,
Você ver as pessoas no seu pior e melhor momento.
Você ver a vida começar, terminar e tudo que acontece no meio.
Você presencia a capacidade das pessoas para o Amor, coragem e paciência.
Guarda a sua dor no bolso para cuidar da dor do outro.
E segue feliz fazendo o bem sem olhar a quem.

É esta deprimido e mesmo assim tratar de aconselhar a depressão do próximo, ouvindo e ajudando da melhor forma possível.
E não julgar as diferenças e sim saber que elas existem e respeitá-las
É ser humano com o próximo, mesmo que não sejam com você.
É respeitar a opinião deles.
É tudo isso ... e muito mais.

domingo, 26 de junho de 2016

Todos temos alguém cujo trabalho é importante para que possamos seguir adiante

Esta história de Charles Plumb é bastante inspiradora, especialmente para nós, mamães,
que temos tantas dúvidas e necessitamos da ajuda de tantas pessoas para bem cuidar de
nosso bebês. Vale a pena a leitura e uma reflexão:



Charles Plumb era piloto de um bombardeiro na guerra do Vietnã.

Depois de muitas missões de combate, seu avião foi derrubado por um míssil. Plumb 
saltou de pára-quedas, foi capturado e passou seis anos numa prisão norte-vietnamita. 
Ao retornar aos Estados Unidos, passou a dar palestras relatando sua odisséia e o que 
aprendera na prisão.

Certo dia, num restaurante, foi saudado por um homem:
“Olá, você é Charles Plumb, era piloto no Vietnã e foi derrubado, não é mesmo?"

“Sim, como sabe?", perguntou Plumb.

“Era eu quem dobrava o seu pára-quedas. Parece que funcionou bem, não é verdade?"

Plumb quase se afogou de surpresa e com muita gratidão respondeu:
"Claro que funcionou, caso contrário eu não estaria aqui hoje."

Ao ficar sozinho naquela noite, Plumb não conseguia dormir, pensando e perguntando-se:
“Quantas vezes vi esse homem no porta-aviões e nunca lhe disse Bom Dia? Eu era um piloto 
arrogante e ele um simples marinheiro."

Pensou também nas horas que o marinheiro passou humildemente no barco enrolando os fios 
de seda de vários pára-quedas, tendo em suas mãos a vida de alguém que não conhecia.

Agora, Plumb inicia suas palestras perguntando à sua platéia:
"Quem dobrou teu pára-quedas hoje?".

Todos temos alguém cujo trabalho é importante para que possamos seguir adiante. 
Precisamos de muitos pára-quedas durante o dia: um físico, um emocional, um mental e até um 
espiritual os quais usou até ser salvo.

Às vezes, enfrentando os desafios diários da vida, deixamos passar o que é verdadeiramente importante. Talvez deixemos de cumprimentar uma pessoa ou agradecer a alguém, parabenizar uma pessoa por uma conquista especial, fazer um elogio ou simplesmente um agrado espontâneo.
Durante esta semana, este mês ou este ano, tente dar  reconhecimento a quem dobra o seu pára-quedas.
    
(O piloto da marinha Charles Plumb não é um personagem fictício e esta é uma história verídica).



Texto original em inglês : http://www.charlieplumb.com/book-insights.htm

Agradeço, mamãe, por me amamentar


Mãezinha, eu sei que não é fácil, acredite, eu sei... Eu sei que foi difícil quando o meu leitinho não saiu do seu peito assim que eu nasci, eu vi você chorar...mas você não desistiu.
Eu sei que foi difícil ter que me colocar pra sugar, mesmo sabendo que não estava saindo o suficiente pra me alimentar, e que doeu ter que me dar outro leitinho, eu sei...eu vi você chorar... 
Eu sei que você sentiu dor, quando eu não "peguei" direito o mamazinho...eu sei...
Eu sei que passar o dia inteiro parando o que está fazendo, a todo instante, pra me alimentar, porque resolveu que o melhor pra mim, é que eu decida a hora que quero mamar, cansa, chega a esgotar... eu sei... 
Eu sei que ter que escolher suas roupas, pensando se com ela fica fácil de me dar mamazinho, e não mais, só por gostar delas, é chato, nem sempre te agrada, nem sempre te deixa tão bonita... eu sei... 
Sei que não dormir direito a noite, acordar varias vezes pra me alimentar, e acordar algumas vezes com os seios vazando e doendo porque eu dormi um pouco mais, não é muito legal... eu sei... 
Eu sei de tudo isso mamãe... acredite!
E por saber de tudo isso, e ver que mesmo assim, você continua me amamentando, com tanto amor, com esse brilho nos olhos, com carinho e paciência, eu quero te dizer: OBRIGADO!
Obrigado por todas as vezes que você escolheu não desistir.
Obrigado mamãe, por entender que para os outros é só um leitinho mas que pra mim, é muito mais: é aconchego, é apego, é alimento, é fonte de vida!