quinta-feira, 30 de junho de 2016

Receita de Menino

Este poema é perfeito para Mães de Menino 

Receita de Menino
 
Junte duas colheres de sorriso com duas xícaras de gargalhada.

Vá mexendo e acrescente cheiro de terra molhada misturada com cheiro de chicle de bola.

Acrescente ainda muito chocolate, um pouco de castelinhos de areia, três pirulitos de uva e um caminhãozinho de imaginação.

Deixe descansar em baixo de um pé de manga e junte aos poucos a fidelidade de um cãozinho, a rapidez de um beija-flor, a esperteza de um golfinho. E, claro, não podem faltar todas as cores do arco-íris, uma caixinha inteira de band-aids e uma bacia cheia de pipoca.

Não se esqueça de juntar a sabedoria de um monge (claro, os meninos sempre sabem de tudo) com uma pitadinha de impaciência, uma dor de barriga passageira e muita, muita amizade, que deve ser acrescentada aos poucos, logo depois de um punhado de sonho e um prato fundo de criatividade.

Não podem ser esquecidos o pião, a pipa, a bicicleta e um par de chuteiras, pois meninos não se tornam meninos de verdade sem estes ingredientes.

Por fim, junte o gostinho da vitória em uma final de campeonato, com a maravilhosa sensação de um abraço apertado.



Autor desconhecido

O tempo ... coisa rara e enigmática na vida das mães

Sábio e cínico, o tempo trará consigo o obvio

O tempo é um animal estranho. Se parece com um gato, faz o que lhe dá vontade, te mira com olhar astuto e indiferente, vai embora quando você suplica, para que ele fique e fica imóvel quando você pede por favor, para que se vá. As vezes te morde enquanto recebe carinho ou te arranha enquanto te lambe (beija).

O tempo, pouco a pouco, me liberará da extenuante fadiga de ter filhos pequenos, das noites sem dormir e dos dias sem repouso. 
Das mãos gordinhas que não param de me agarrar, que me escalam pelas costas, que me pegam, que me buscam sem cuidados, nem vacilos. 
Do peso que enche meus braços e curva minhas costas. 
Das vezes que me chamam e não permitem atrasos, esperas, nem vacilos. 

O tempo me devolverá a folga aos domingos e as chamadas sem interrupções, o privilégio e o medo da solidão. 
Acelerará, talvez, o peso da responsabilidade que ás vezes me aperta o diafragma. 
O tempo, certamente e inexoravelmente esfriará outra vez a minha cama, que agora está aquecida de corpos pequenos e respirações rápidas. 
Esvaziará os olhos de meus filhos, que agora transbordam de um amor poderoso e incontrolável.
Tirará de seus lábios meu nome gritado e cantado, chorado e pronunciado cem mil vezes ao dia. Cancelará, pouco a pouco ou de repente, a familiaridade de sua pele com a minha, a confiança absoluta que nos faz um corpo único, com o mesmo cheiro, acostumados a mesclar nossos estados de ânimo, o espaço, o ar que respiramos. 

Chegarão a nos separar para sempre o pudor, a vergonha e o preconceito, a consciência adulta de nossas diferenças.
Como um rio que escava seu leito, o tempo perigará a confiança que seus olhos têm em mim, como ser onipotente, capaz de parar o vento e acalmar o mar, concertar o inconcertável e curar o incurável. 
Deixarão de me pedir ajuda, porque já não acreditam mais que em algum caso eu possa salvá-los.
Pararão de me imitar, porque não desejarão parecer-se muito a mim. 
Deixarão de preferir minha companhia em comparação com aos demais (e vejo, isto tem que acontecer!)

Se esfumaçarão as paixões, as birras e os ciúmes, o amor e o medo.
Se apagarão os ecos das risadas e das canções, as sonecas e os "era uma vez... acabarão de repercutir na escuridão.
Com o passar do tempo, meus filhos descobrirão que tenho muitos defeitos e se eu tiver sorte, me perdoarão por alguns deles. 

Sábio e cínico, o tempo trará consigo o obvio.

Eles esquecerão, mas ainda assim eu não esquecerei. As cosquinhas e os "corre-corre", os beijos nos olhos e os choros que de repente param com um abraço, as viagens e as brincadeiras, as caminhadas e a febre alta, as festas, as papinhas, as carícias enquanto adormecíamos lentamente.

Meus filhos esquecerão que os amamentei, que os balancei durante horas, que os levei nos braços e ás vezes pelas mãos. 
Que dei de comer e consolei, que os levantei depois de cem caídas.
Esquecerão que dormiram sobre meu peito de dia e de noite, que houve um dia que me necessitaram tanto, como o ar que respiram. 
Esquecerão, porque é isso que fazem os filhos, porque isto é o que o tempo escolhe. 
E eu, eu terei que aprender a lembrar de tudo para eles, com ternura e sem arrependimentos, incondicionalmente. 
E que o tempo, astuto e indiferente, seja amável com esta mãe que não quer esquecer.


Autor desconhecido

segunda-feira, 27 de junho de 2016

Ser da área de saúde, significa ter imensa responsabilidade

Ser da área de saúde, significa ter imensa responsabilidade

Ser da área de saúde, significa ter imensa responsabilidade com pouca autoridade.
Suporta a dor que já existe a ver a dos outros e sofrer junto.
Se alegrar com a felicidade deles mesmo estando tão triste.
Você entra na vida das pessoas e faz a diferença.

Alguns te abençoam outros te odeiam,
Você ver as pessoas no seu pior e melhor momento.
Você ver a vida começar, terminar e tudo que acontece no meio.
Você presencia a capacidade das pessoas para o Amor, coragem e paciência.
Guarda a sua dor no bolso para cuidar da dor do outro.
E segue feliz fazendo o bem sem olhar a quem.

É esta deprimido e mesmo assim tratar de aconselhar a depressão do próximo, ouvindo e ajudando da melhor forma possível.
E não julgar as diferenças e sim saber que elas existem e respeitá-las
É ser humano com o próximo, mesmo que não sejam com você.
É respeitar a opinião deles.
É tudo isso ... e muito mais.

domingo, 26 de junho de 2016

Todos temos alguém cujo trabalho é importante para que possamos seguir adiante

Esta história de Charles Plumb é bastante inspiradora, especialmente para nós, mamães,
que temos tantas dúvidas e necessitamos da ajuda de tantas pessoas para bem cuidar de
nosso bebês. Vale a pena a leitura e uma reflexão:



Charles Plumb era piloto de um bombardeiro na guerra do Vietnã.

Depois de muitas missões de combate, seu avião foi derrubado por um míssil. Plumb 
saltou de pára-quedas, foi capturado e passou seis anos numa prisão norte-vietnamita. 
Ao retornar aos Estados Unidos, passou a dar palestras relatando sua odisséia e o que 
aprendera na prisão.

Certo dia, num restaurante, foi saudado por um homem:
“Olá, você é Charles Plumb, era piloto no Vietnã e foi derrubado, não é mesmo?"

“Sim, como sabe?", perguntou Plumb.

“Era eu quem dobrava o seu pára-quedas. Parece que funcionou bem, não é verdade?"

Plumb quase se afogou de surpresa e com muita gratidão respondeu:
"Claro que funcionou, caso contrário eu não estaria aqui hoje."

Ao ficar sozinho naquela noite, Plumb não conseguia dormir, pensando e perguntando-se:
“Quantas vezes vi esse homem no porta-aviões e nunca lhe disse Bom Dia? Eu era um piloto 
arrogante e ele um simples marinheiro."

Pensou também nas horas que o marinheiro passou humildemente no barco enrolando os fios 
de seda de vários pára-quedas, tendo em suas mãos a vida de alguém que não conhecia.

Agora, Plumb inicia suas palestras perguntando à sua platéia:
"Quem dobrou teu pára-quedas hoje?".

Todos temos alguém cujo trabalho é importante para que possamos seguir adiante. 
Precisamos de muitos pára-quedas durante o dia: um físico, um emocional, um mental e até um 
espiritual os quais usou até ser salvo.

Às vezes, enfrentando os desafios diários da vida, deixamos passar o que é verdadeiramente importante. Talvez deixemos de cumprimentar uma pessoa ou agradecer a alguém, parabenizar uma pessoa por uma conquista especial, fazer um elogio ou simplesmente um agrado espontâneo.
Durante esta semana, este mês ou este ano, tente dar  reconhecimento a quem dobra o seu pára-quedas.
    
(O piloto da marinha Charles Plumb não é um personagem fictício e esta é uma história verídica).



Texto original em inglês : http://www.charlieplumb.com/book-insights.htm

Agradeço, mamãe, por me amamentar


Mãezinha, eu sei que não é fácil, acredite, eu sei... Eu sei que foi difícil quando o meu leitinho não saiu do seu peito assim que eu nasci, eu vi você chorar...mas você não desistiu.
Eu sei que foi difícil ter que me colocar pra sugar, mesmo sabendo que não estava saindo o suficiente pra me alimentar, e que doeu ter que me dar outro leitinho, eu sei...eu vi você chorar... 
Eu sei que você sentiu dor, quando eu não "peguei" direito o mamazinho...eu sei...
Eu sei que passar o dia inteiro parando o que está fazendo, a todo instante, pra me alimentar, porque resolveu que o melhor pra mim, é que eu decida a hora que quero mamar, cansa, chega a esgotar... eu sei... 
Eu sei que ter que escolher suas roupas, pensando se com ela fica fácil de me dar mamazinho, e não mais, só por gostar delas, é chato, nem sempre te agrada, nem sempre te deixa tão bonita... eu sei... 
Sei que não dormir direito a noite, acordar varias vezes pra me alimentar, e acordar algumas vezes com os seios vazando e doendo porque eu dormi um pouco mais, não é muito legal... eu sei... 
Eu sei de tudo isso mamãe... acredite!
E por saber de tudo isso, e ver que mesmo assim, você continua me amamentando, com tanto amor, com esse brilho nos olhos, com carinho e paciência, eu quero te dizer: OBRIGADO!
Obrigado por todas as vezes que você escolheu não desistir.
Obrigado mamãe, por entender que para os outros é só um leitinho mas que pra mim, é muito mais: é aconchego, é apego, é alimento, é fonte de vida!

Receita de Menina

E ... assim são feitas as meninas ...

Para se fazer uma menina, toma-se uma xícara de felicidade, dois botões azuis, pétalas de rosa, um pouco de glacê, um punhadinho de areia, três conchinhas róseas, uma colherada de imaginação. 

Acrescenta-se também um pouquinho de sal, muito açúcar e mel, uma casquinha de sorvete, o dengo de um gatinho novo e três gotinhas de perfume.

Não esquecer de um espelhinho prateado, pois antes de tudo uma menina é mulher, e logicamente vaidosa.

É importante acrescentar uma borboleta amarela, muita inocência e um dedinho com band-aid.

Recolha com cuidado uma gotinha de orvalho, o brilho de uma jóia, todos os matizes de um quadro de Renoir, uma pitada de sonho e muito carinho.

Consiga um pouquinho daquela brisa que sopra do mar, uma colherinha da luz das estrelas, um sorriso inesperado, o ruído de uma onda na praia e deixe tudo isso ao luar.

Misture tudo e acrescente muita ternura e amor, um pouco de teimosia e muita curiosidade, uma lágrima e duas asinhas de beija-flor.

É assim que são feitas as meninas!!!


(Autor desconhecido)

Não deixe um bebê chorar

É tão rápido que eles crescem. O que são 3 anos diante de uma vida toda?
De todas as teorias do universo materno, as que me assustam são: não dar colo para o bebê, regular a amamentação em horários cronológicos e deixar o bebê chorando. Elas me pegam na alma.
Bebes não sabem falar, nasceram em um ambiente aquático, escuro, cheio de movimento e calor e estão do lado de fora.
Precisam ser alimentados, estranham. Descobrem no peito uma maneira de ter o aconchego pleno.
Basta ver uma cadela: quando o filhote chora a mãe corre e aconchega. Bebês não choram a toa e se choram estão pedindo:
– Por favor me ajude
Ajude a dormir, a enfrentar a solidão, a lidar com a temperatura que oscila.
Quando um bebê pede colo ele está reconhecendo que você é uma segurança.
Quando você nega esse colo ele pode se acostumar com a negligência e resignar-se. Mas ele não está feliz.
Eu adoro o conceito: permita que as crianças sejam dependentes no momento em que podem ser, para que sejam independentes para toda a vida.
O que mais vejo neste mundo são pessoas dependentes e resignadas.
Dependentes de comida, de medicamentos, de sexo, de necessidade de aceitação.
São, algumas vezes, sobreviventes de pequenos ou grandes abandonos.
Algumas vezes vendo esses programas que difundem a idéia da Torturadora de bebês eu sinto algo inexplicável: eu choro com a mãe que chora, com o filho que dorme soluçando.
Não há nada mais fácil e prazeroso para mãe e bebê do que deitar junto com o bebe e dormir agarradinho.
É tão rápido que eles crescem. O que são 3 anos diante de uma vida toda?
Queremos tanto a independência precoce, exaltamos isso como troféu e depois questionamos onde se perdeu esse fio.
Eu vejo idosos abandonados com cuidadores ou em asilos e vejo ali o reflexo de uma sociedade que fecha os olhos para os dependentes trocando o amor por tecnologia, chupeta, mamadeira, berço que balança e no fim, uma cama fria e olhos de uma profissional contratada.
Assim começa a vida, assim ela termina. No meio um grande vazio que tentamos preencher. Um vazio cultivado em nome dessa ilusória independência precoce.

Texto de KaluBrum